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Papa desafia os jovens: “Não retoquem suas fotos! Chega de identidades falsas!”

Pope General Audience
Antoine Mekary | ALETEIA | I.MEDIA
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E mais desafios: "Saiam do seu quarto escuro para encontrar os outros!"

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) acontece todos os anos, mas o seu “cenário” se alterna entre os encontros nas dioceses e os grandes encontros internacionais. Exemplos deste último caso são a JMJ do Rio em 2013, a de Cracóvia em 2016 e a do Panamá agendada para janeiro de 2019. Por sua vez, anos como 2017 e 2018 celebram a JMJ no âmbito diocesano, sem que por isso o evento deixe de ser mundial, já que as dioceses de todo o planeta a celebram conjuntamente, “em um só espírito”.

Na sua mensagem para a JMJ de 2018, o Papa Francisco pediu que os jovens sonhem, façam um bom discernimento e dialoguem com os outros, para não se apagarem na escuridão de uma “sala fechada, na qual a única janela para o mundo é o computador ou o smartphone“.

O bispo de Roma usa na mensagem as palavras do Arcanjo Gabriel, mensageiro de Deus enviado “a Maria, uma simples jovem de uma pequena cidade da Galileia. O anjo, que lê nas profundezas de seu coração, lhe diz: ‘Não temas’! Deus também lê os nossos corações. Ele conhece bem os desafios que temos”.

Abram as portas da sua vida“, convidou o Papa, exortando os jovens (de todas as idades) a dedicarem tempo e espaço a “pessoas concretas, relacionamentos profundos com aqueles que podem compartilhar experiências autênticas e reais em suas vidas diárias“.

Não tenham medo!

Que medos vocês têm?“, perguntou Francisco aos jovens. E observou que os jovens sofrem com o medo de “não serem amados, queridos, de não serem aceitos como são“. O Papa comenta: “Hoje, muitos jovens se sentem obrigados a ser diferentes do que realmente são para tentar se adaptar a padrões geralmente artificiais e inalcançáveis“.

Ele menciona o caso dos que fazem retoques fotográficos “contínuos” na sua imagem, escondendo-se atrás de máscaras e falsas identidades até se tornarem “pessoas fake“.

O Papa também falou da obsessão, nas redes sociais, de receber o máximo possível de aprovações. É que “a inadequação produz muitos medos e incertezas“, observou Francisco, acrescentando que outros jovens “temem não encontrar segurança emocional e permanecerem sozinhos“. Há também o medo de ser vítimas da “precariedade do trabalho” e de não conseguir “uma situação profissional satisfatória“. Em suma: “São medos que estão presentes hoje em muitos jovens, tanto crentes quanto não crentes“.

Façam um bom discernimento

O discernimento é essencial“, disse o Papa, porque “nos permite pôr em ordem a confusão dos nossos pensamentos e sentimentos, para agir de forma justa e prudente“.

Francisco propõe identificar os medos com clareza, “para não perder tempo e energia com fantasmas que não têm face nem consistência. Não tenham medo de olhar com sinceridade para os seus medos, reconhecê-los com realismo e enfrentá-los“.

E completou: “A Bíblia não nega o sentimento humano de medo e as suas muitas causas“. Abraão teve medo (ver Gn 12, 10s.), Jacó teve medo (ver Gn 31,31; 32,8), assim como Moisés (ver Ex 2,14; 17,4), Pedro (cf. cf Mt 26,69ss.) e os Apóstolos (Mck 4,38-40, Mt 26,56). O próprio Jesus, embora em nível incomparável, experimentou a humana sensação do medo e da angústia (Mt 26,37, Lc 22,44).

Mas a fé supera o medo: “Nós devemos reagir, nunca nos fecharmos! Nas Sagradas Escrituras encontramos 365 vezes a expressão ‘Não temas’, com todas as suas variações. É como se nos dissesse que, todos os dias do ano, o Senhor nos quer livres do medo“.

Conversem!

Francisco insiste na importância de falar com os outros, com “os nossos irmãos e irmãs na fé, que têm mais experiência e nos ajudam a ver melhor e a escolher entre as diferentes opções. O outro não deve ser entendido apenas como o guia espiritual, mas também como aquele que nos ajuda a abrir-nos para todas as riquezas infinitas da existência que Deus nos deu“.

Sonhem!

O Papa convida os jovens a criarem espaços nas cidades e comunidades para “crescer, sonhar, olhar para novos horizontes“, aproveitando o “encontro, a amizade, o prazer de sonhar juntos, de caminhar com os outros. Os cristãos autênticos não têm medo de se abrir aos outros, de compartilhar o seu espaço vital e transformá-lo em espaço de fraternidade“.

Tenham coragem!

O medo some quando entendemos que Deus nos chama pelo nome. O anjo, o mensageiro de Deus, chamou Maria pelo nome. Ele destacou aspectos como a identidade e a vocação. “O chamado divino, sendo pessoal e único, exige que tenhamos a coragem de nos separar da pressão homogeneizadora dos lugares comuns“.

Por isso o Papa pede aos jovens que tenham “coragem para viver a nossa fé sem escondê-la nem diminuí-la“.

Amem!

Francisco declarou que confia nos jovens e na Igreja e pediu que eles também confiem na Igreja: uma Igreja “em saída“, mariana, “que ultrapassa os seus limites e confins para espalhar a graça recebida“.

Para isso, ele evoca o exemplo de Maria: “Convido vocês a continuarem contemplando o amor de Maria: um amor atento, dinâmico e concreto. Um amor cheio de audácia e completamente projetado para o dom de si mesmo. Se nos deixarmos contagiar pelo exemplo de Maria, viveremos a caridade de forma concreta“.

E agregou: “Podemos amar também aqueles que não são muito agradáveis. É um amor que se torna serviço e dedicação, especialmente para com os mais fracos e os mais pobres, que transforma o nosso rosto e nos enche de alegria“.

Encarem o desafio!

O Papa convidou os jovens a aceitarem o desafio da JMJ, que “é para os valentes, não para os jovens que só buscam o conforto e que recuam diante das dificuldades. Você aceita o desafio?