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Imprensa defende mandato ilimitado para Xi Jinping; redes sociais criticam

congress china
WANG Zhao I AFP
Delegates attend the opening session of the Chinese Communist Party's five-yearly Congress at the Great Hall of the People in Beijing on October 18, 2017.
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A propaganda estatal chinesa entrou em ação nesta terça-feira para defender a proposta do Partido Comunista de conceder um mandato ilimitado ao presidente Xi Jinping, um projeto muito criticado nas redes sociais, apesar da censura drástica no país.

O Partido Comunista da China (PCC) apresentou a proposta de suprimir da Constituição do país o limite de dois mandatos presidenciais, o que permitiria a Xi, presidente da República Popular desde 2013, permanecer à frente do regime pelo tempo que desejar.

O projeto de mudança constitucional, anunciado no domingo, provocou muitas reações incrédulas, críticas e comentários indignados nas redes sociais chinesas.

Apesar da rapidez com que a censura suprime as mensagens negativas, muitos internautas expressaram o descontentamento nesta terça-feira na plataforma de microblogs Weibo.

“Patético! 1,3 bilhão de habitantes e ninguém resiste”, lamentou um internauta.

“E pensar que havia sonhado com a possibilidade de escolher um presidente uma vez em minha vida”, criticou outro.

“Longa vida ao comandante Mao!”, ironizou um internauta em uma mensagem retirada, mas visível, na página Free Weibo.

“Vivemos a avidez imperial, o medo do poder autoritário e, 100 anos depois, nada mudou”, afirmava outra mensagem censurada.

A censura bloqueou expressões como “eu me oponho”, “rei autoproclamado”, “mandatos consecutivos” ou “Winnie the Pooh”, personagem de desenho animado com o qual Xi Jinping é comparado.

O China Daily, jornal oficial em língua inglesa, defendeu o fim do limite dos mandatos presidenciais, ao considera a medida “necessária para aperfeiçoar o sistema de governo do Partido e do Estado”.

O jornal elogiou as conquistas econômicas e políticas conquistadas com “a firme direção do PCC”, que poderia sair reforçada com esta medida.

A propaganda oficial argumenta que a reforma permitira harmonizar o estatuto presidencial com o de secretário-geral do PCC, sem limites.

Para o Global Times, jornal oficial de ideias nacionalistas, “a mudança constitucional representa uma nova era” do socialismo chinês.

Desde a chegada ao poder de Xi Jinping no fim de 2012, “a nova equipe de governo (…) aprofundou as reformas de maneira exaustiva e magnífica”, insiste a publicação, que critica o sistema democrático ocidental.

“Em regiões cruciais do Ocidente, o sistema de valores desmorona. A democracia (…) está em plena decomposição ali. Nosso país não tem que ser perturbado pelo mundo exterior”.

(AFP)

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