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O segredo da vitalidade do Papa Francisco

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Jiang Dongmei - Shutterstock
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Médio uruguaio revela que o Papa toma um complemento nutricional rico em ômega 3 todos os dias no café da manhã

O óleo de krill é obtido de um minúsculo crustáceo parecido com o camarão, mas que mede apenas 2,5 cm e pesa só 2g. O krill é comum no oceano Antártico e se alimenta de fitoplâncton. Existem 85 espécies diferentes deste crustáceo em diferentes lugares do mundo, mas o de melhor qualidade está no Antártico.

Há tempos o Sumo Pontífice consome o complemento nutricional de óleo de krill, a “fonte ideal e mais potente de ômega 3”, segundo revelou o reconhecido médico e pesquisador uruguaio Bartolomé Grillo, que, em 2017, teve um encontro com o Papa Francisco no Vaticano.

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Dmytro Pylypenko - Shutterstock

Há 36 anos, Grillo foi à Antártida para estudar a alimentação dos pinguins. Sua ideia era encontrar algo para colaborar com os tratamentos de arteriosclerose. A partir desta experiência, ele descobriu que os pinguins se alimentavam de krill e que o crustáceo apresenta melhores propriedades nutricionais que o pescado, pois contém fosfolipídios, que são mais eficientes devido à velocidade e à quantidade com que entram no organismo

Quais são os benefícios do consumo de ácidos graxos ômega 3 para o organismo?

O ômega 3 pertence a uma família de ácidos graxos poli-insaturados, que são essenciais para a formação e o funcionamento das células. É composto por EPA (ácido eicosapentaenoico), DHA (ácido docosahexaenoico) e ALA (alfa-linolênico), que trazem inúmeros benefícios para a saúde.

O valor nutricional do ômega 3 é fundamentado cientificamente. Trata-se de um nutriente importante para a proteção da saúde cardiovascular, do sistema nervoso e visual. Ele assume funções anti-inflamatórias, de imunização, neurológica, arrítmica e celular.

Os pesquisadores ainda estudam as diferenças entre o complemento ômega 3 de peixe e o de krill. Uma delas é que o óleo de krill não deixa o gosto desagradável na boca, como o óleo de peixe. Outra é que os ácidos graxos contidos no óleo de krill se unem aos fosfolipídios, agilizando a digestão, o que não acontece com o ômega 3 de óleo de peixe, que se liga aos triglicerídeos.

A presença de astaxantina, um carotenoide (pigmento) responsável pela coloração alaranjada do krill, confere um grande poder antioxidante, o que permite que o óleo de krill dure mais tempo que o de peixe.

Mas qual é a melhor maneira de consumir ômega 3?

O ômega 3 deve ser ingerido através dos alimentos, já que o corpo humano não é capaz de produzir esta substância. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é que de 1 a 2% da energia diária consumida seja de EPA + DHA, o que corresponde a aproximadamente 500 mg.

O ômega 3 está presente em diversos tipos de peixe, como salmão, truta de rio e atum, assim como em algumas fontes vegetais, como o óleo de soja ou de canola, as nozes e as sementes de linhaça. Há também produtos que são enriquecidos com ômega 3, como o leite.

Os complementos em forma de cápsulas também são uma alternativa para quem quer ingerir a substância. Esses complementos geralmente têm entre 500 e 1000 mg de óleo de peixe, que, em média, possuem de 250 a 300 mg de EPA+DHA, dependendo da origem do óleo.

É preciso lembrar que se você consumir peixes ricos em ácidos graxos e ômega 3 de duas a três vezes por semana, você poderá obter a mesma quantidade de EPA e DHA presente em um ou dois comprimidos de óleo de peixe.

Além disso, antes de ingerir esses comprimidos, você deve consultar um médico. A atenção deve ser redobrada em relação às grávidas, lactantes, pessoas que têm alergia a mariscos, diabéticos e pacientes em tratamento com doses de anticoagulantes ou próximos a uma cirurgia.

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Gts - Shutterstock

 

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