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34 padres e 6 seminaristas são acusados de escândalos sexuais na Itália

ORNATY W SZAFIE
Shutterstock
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Mas uma lista paralela, com nomes adulterados e acusações injustas, também circula pelo WhatsApp

A arquidiocese de Nápoles, no sul da Itália, teve de se pronunciar no começo deste mês a respeito de um dossiê que acusa dezenas de sacerdotes e seminaristas do país de envolvimento em escândalos homossexuais.

O dossiê foi entregue à arquidiocese pelo advogado Francesco Mangiacapra, apontado por jornalistas locais como um “gigolô”. A mídia italiana chegou a divulgar que cerca de 60 padres e bispos estariam envolvidos em “orgias homossexuais”.

O cardeal Crescenzio Sepe, arcebispo de Nápoles, remeteu o documento ao Vaticano e confirmou que o processo contém 1.200 páginas de transcrições de conversas privadas. Elas envolvem 34 sacerdotes e 6 seminaristas de diversas dioceses em práticas homossexuais. Não há nenhuma referência a casos de pedofilia.

O advogado Mangiacapra afirmou, porém, que existe uma lista adulterada circulando no WhatsApp:

“Eu não escrevi essa lista que está circulando, embora ela apareça com a minha assinatura. Acrescentaram injustamente os nomes de outros sacerdotes que são mencionados nas conversas adjuntas. O meu documento cita 34 sacerdotes e 6 seminaristas. Também explico que, no material entregue, não há casos de pedofilia nem de comportamento criminoso relevante. Trata-se de pecados, não de crimes”.

Francesco Mangiacapra também declara que entregou o material à arquidiocese de Nápoles porque mora naquela cidade e porque “esta é a Cúria mais próxima de mim”.

O Vaticano está investigando as acusações. Se comprovadas, aqueles que “erraram devem pagar e ser ajudados a se arrepender do mal que causaram”, declarou o cardeal Sepe.

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Com informações da agência ACI Digital

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