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A regra de ouro para mudar os maus hábitos

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Javier Fiz Pérez - publicado em 12/03/18

É o chamado de “treinamento de reversão de hábito”, e funciona porque é muito simples

Quando estabelecemos o objetivo de mudar nosso hábito, existe uma regra de ouro que muitos estudos mostraram ser uma das mais poderosas ferramentas de mudança.

Esta é a regra: se identificarmos o sinal que precede a rotina que queremos mudar, bem como a recompensa que recebemos da rotina, podemos aprender a encontrar uma nova rotina para alcançar a mesma recompensa e, assim, mudar nosso hábito. Quase todos os comportamentos podem ser transformados se a sugestão e a recompensa forem consistentemente as mesmas.

Esta regra de ouro funcionou em tratamentos para alcoolismo, obesidade, transtornos obsessivo-compulsivos e centenas de outros comportamentos destrutivos; compreender este mecanismo pode ajudar alguém a mudar os hábitos antigos.

Perguntar a nós mesmo quais circunstâncias desencadeiam um hábito – que indica a nossa rotina – é chamado de treinamento de conscientização, e é o primeiro passo em um processo chamado treinamento de reversão de hábitos. É possível que, inicialmente, possamos desconhecer os motivos pelos quais nos ocupamos com um mau hábito particular, mas se buscarmos, provavelmente acabaremos descobrindo.

A técnica funciona mais ou menos assim: pensamos em quais situações típicas o hábito aparece, e então identificamos o que sentimos depois de nos comportarmos assim; por exemplo, nosso hábito de fumar ou petiscar pode nos dar uma sensação física de estimulação ou energia. Então, quando a sugestão ocorrer, e descobrimos qual recompensa tivemos do nosso mau hábito, precisamos desenvolver uma resposta concorrente para substituir nossa rotina (fazer uma caminhada rápida e curta, por exemplo). Podemos fazer um registro dos momentos em que a sugestão ocorre ao longo do dia, e toda vez, envolver-se na resposta concorrente que substitui a rotina antiga.

As técnicas que a psicologia nos oferece para alcançar a reversão do hábito demonstram um dos princípios fundamentais dos hábitos: muitas vezes não entendemos os desejos de nossos comportamentos porque não paramos para observá-los.

Embora possa ser fácil descrever o processo de mudança de hábito, isso não significa que seja fácil fazê-lo. Podemos supor que os hábitos de tabagismo, alcoolismo, comer em excesso ou outros hábitos profundamente enraizados podem ser alterados sem um grande esforço, mas a verdadeira mudança exige tanto a compreensão dos desejos que levam a esses comportamentos e trabalho duro. Alterar qualquer hábito leva determinação.

Se você identificar as pistas e as recompensas envolvidas, você pode mudar a rotina. Pelo menos, na maioria das vezes – para alguns hábitos, no entanto, você também precisa de outro ingrediente: convicção.

No caso dos alcoólatras, por exemplo, mesmo se você lhes oferecer melhores hábitos, essa mudança não curará a causa que os fez começar a beber. Chega um momento em que eles têm um dia ruim e nenhuma rotina pode fazer tudo parecer certo. As coisas só podem realmente mudar se as pessoas acreditarem que podem enfrentar essa situação estressante sem álcool.

Para concluir: para que os hábitos mudem permanentemente, precisamos estar convencidos de que a mudança é possível.  Essa convicção aumenta consideravelmente o potencial de sucesso. Lembremos que, no final, nossa vida está em nossas próprias mãos; o que decidimos fazer com isso depende de nós.

Tags:
PsicologiaSaúdeValoresVirtudes
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