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Redação da Aleteia

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Até as hóstias são racionadas na Venezuela por falta de farinha

hostias
CC
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A celebração da Eucaristia já está em risco no país em que "falta de tudo", graças à catástrofe do "socialismo do século XXI"

Os padres do Estado de Mérida, na Venezuela, estão tendo que pedir doações de farinha para a produção das hóstias, porque a grave escassez que assola o país já está pondo em risco até mesmo a celebração do Sacramento da Eucaristia.

O pe. Edward Molina declarou à emissora colombiana Blu Radio que a farinha de trigo está em falta, “assim como tudo no país“, e confirmou os pedidos de doação:

“Nós, párocos, tivemos que pedir para os fiéis doarem farinha às irmãs religiosas que fazem as hóstias”.

Por enquanto, as paróquias estão dividindo as hóstias para que todos os fiéis consigam comungar. Mesmo assim, o risco de faltarem hóstias é real. Pode ser que os fiéis tenham que limitar-se, em breve, às comunhões espirituais, sobre as quais o pe. Edward comenta:

“A comunhão espiritual não é que substitua, mas é uma oração em que se pede a Nosso Senhor que se faça presente espiritualmente”.

A situação não é novidade. Na Quaresma de 2017, jornais internacionais já tinham publicado matérias sobre a falta de farinha que obrigava as freiras venezuelanas a recorrerem ao mercado negro. Ainda assim, as quantidades obtidas só permitiam fabricar hóstias finas, com pouca farinha, facilmente desintegráveis e que, em vários casos, ainda tinham que ser partidas em quatro pedaços pelo sacerdote na hora de dar a Santa Comunhão.

O país em que falta de tudo

A carência de alimentos devasta a Venezuela. Os cidadãos sofrem para conseguir praticamente qualquer um dos itens da cesta básica, desde leite em pó e açúcar até queijo, grãos e pão. Viraram notícia mundial fatos e fotos como a falta de papel higiênico na Venezuela e as caixas de papelão repletas de cédulas que, desvalorizadas pela inflação galopante, mal conseguem comprar um quilo de arroz – assim como as imagens desoladoras de prateleiras vazias em supermercados.

Juntamente com os graves atropelos às liberdades civis, uma violência de país em guerra e a falta de medicamentos básicos, a fome tem sido um dos fatores decisivos para a grande onda de migração forçada que tem expulsado os venezuelanos da própria terra.

Igreja boicotada e perseguida

A Igreja católica tem implementado diversos projetos de atenção aos refugiados, principalmente na Colômbia, o principal destino da migração venezuelana até o momento, além de iniciativas em prol dos venezuelanos que tentam sobreviver no seu país natal sob a ditadura chavista. No entanto, até mesmo as pastorais católicas de finalidades mais imediatas e urgentes, como a distribuição de remédios, tem sofrido inacreditáveis boicotes e interferências do governo autoproclamado como “socialista do século XXI“. A Cáritas, organização de beneficência, assistência social e caridade cristã mantida pela Igreja no mundo inteiro, é uma das mais afetadas, conforme se pode ler nestes artigos:

Com o batido discurso manipulador de “combater crimes de ódio“, o governo também vem ameaçando e perseguindo bispos que denunciam a catastrófica situação política e social de uma Venezuela em frangalhos: