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Prefeitura espanhola declara guerra contra católicos defensores da cruz

Cruz de Luz Plataforma Ciudadana Defensa De La Cruz

Plataforma Ciudadana Defensa De La Cruz

Reportagem local - publicado em 19/03/18 - atualizado em 22/03/18

Mas a população católica está firme e forte na resistência aos ataques ideológicos

A prefeitura de Callosa de Segura, em Alicante, na Espanha, multou uma cidadã local com 100 euros por dia (cerca de 400 reais) até que ela retire da sua varanda o aparelho que projeta uma cruz luminosa sobre a fachada da igreja.

Nessa mesma fachada havia uma cruz de verdade, que o prefeito Fran Macià mandou retirar em 29 de janeiro alegando que ela violava a Lei da Memória Histórica. Trata-se de uma lei que determina a retirada de monumentos, símbolos e nomes de lugares públicos relacionados à Guerra Civil Espanhola e à ditadura de Francisco Franco. Acontece que os monumentos da Igreja católica estão fora do âmbito de aplicação desta lei, o que não foi respeitado pela prefeitura.

A retirada da cruz da praça da igreja causou grande polêmica desde bem antes que a decisão fosse executada. Centenas de cidadãos tinham se revezado durante pelo menos 400 dias em turnos de guarda para impedir que levassem a cruz embora. De fato, conseguiram evitar três tentativas da prefeitura, mas, da última vez, a cruz acabou sendo retirada.

Foi em reação a essa decisão controversa que os cidadãos católicos tiveram a iniciativa de projetar uma cruz de luz a partir da varanda de Teresa Agulló, vizinha da igreja.

A Câmara Municipal, por sua vez, aumentou a luz da praça para deixar menos visível o holograma da cruz projetada. Além disso, a prefeitura mobilizou a polícia, que apareceu na casa de Teresa e lhe aplicou multa de 100 euros por dia enquanto mantiver o projetor na sua janela. A multa se baseia na alegação de “infringir a norma municipal”.

Ao jornal Mediterráneo Digital, Teresa declarou que a varanda é privada e que, na resistência às imposições ditatoriais da prefeitura, ela está recebendo o apoio dos outros moradores.

A população católica formou a “Plataforma de Defesa da Cruz” e afirma que recorrerá de todas as sanções por considerar-se vítima de assédio do prefeito, “que envia a polícia para intimidar os vizinhos”.

Além disso, os moradores se solidarizaram com Teresa para pagarem todos juntos o valor da multa.

Os ataques de poderes públicos contra símbolos e convicções católicas têm se tornado cada vez mais agressivos em várias regiões do mundo. Veja também este caso ocorrido na Colômbia:

Totalitarismo abortista: prefeito proíbe vigília de oração pelo fim do aborto

Tags:
CruzIdeologiaPerseguição
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