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“A minha barbaridade é melhor que a sua”

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Nossa polarização ideológica doentia nos tornou estúpidos, hipócritas ou as duas coisas?

Nenhum homicídio é tolerável de nenhum ponto de vista, a não ser que tenha ocorrido de modo inevitável como legítima defesa – e ainda assim é profundamente degradante que um ser humano tenha chegado ao ponto extremo de “precisar” ser morto porque usou a própria liberdade para a barbárie.

Se estamos todos de acordo com a obviedade de que todo e qualquer homicídio é uma selvageria cuja mera ideia deveria chocar todo e qualquer ser humano, por que não nos chocamos também com a promoção da barbárie disfarçada, absurdamente, de protesto contra a barbárie?

Toda barbárie demanda protesto urgente – mas autêntico. Protestar é mais que um direito: temos o dever de nos manifestar com implacável veemência diante dos assassinatos que entraram para a nossa cotidianidade de país que se finge de cordial, alegre e pacífico. Mas protesto autêntico é contra toda barbárie, não contra algumas barbáries; é contra todos e cada um dos 60.000 assassinatos por ano ou 164 por dia; e é contra até a insinuação de que algum assassinato seja menos assassinato que os outros.

Por isso mesmo, e deixando claro que não se trata de compará-las sob nenhuma perspectiva às cenas chocantes e diárias de cadáveres de todas as cores, sexos, idades, classes e origens, derrubados brutalmente em nossas calçadas, em nossas picadas, em nossas escolas, em nossas cadeias, em nossos asfaltos, em nossas favelas, em nossos carros, em nossas viaturas, em nossas igrejas, em nossos estádios, em nossas próprias residências, em nossos locais de trabalho, em nossos locais de lazer e até mesmo dentro do útero das nossas gestantes, às dezesseis dezenas por dia, temos também o imperativo moral categórico de nos perguntar, diante das três imagens reproduzidas abaixo, se a nossa polarização ideológica doentia nos tornou estúpidos, hipócritas ou as duas coisas.

Foto 1 – “Morte aos golpistas”:

CC

Foto 2 – “Matem a PM”:

Foto 3 – “Tiro na PM”:

Em nome de quê estamos desistindo da civilização?

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