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4 detetives vitorianas: As pioneiras do romance policial

FEMALE DETECTIVE
F. V. White & Co | Fair Use
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Mulheres que entram na névoa de Londres para perseguir criminosos

 

Imagine: mulher corajosa, na era vitoriana, anda de bicicleta, dirige carros, quebra as regras, não comparece às recepções para tomar chá, recolhe impressões digitais em um cadáver, comete pequenos delitos para resolver casos difíceis.

Pela primeira vez uma antologia, compilada pelo especialista Michael Sims (Tennessee, 1958) reúne as melhores lutadoras contra o crime.

Sims mostra seu fascínio por essas mulheres: “Ao invés de conversar sobre moda na sala de estar enquanto seus maridos fumavam o charuto depois do jantar, essas mulheres entram na névoa de Londres perseguindo suspeitos”.

Nos últimos anos da era vitoriana, a opinião pública britânica estava fascinada pela figura conhecida como “a nova mulher”, a detetive pioneira que perseguia suspeitos sob a espessa névoa de Londres.

Apresentamos algumas das detetives mais famosas

William S. Hayward (1835-1900). Ele é o primeiro a apresentar Revelations of a Lady Detective (Revelações de uma Mulher Detetive), provavelmente editado em 1864. É o primeiro livro que apresenta uma detetive profissional. A detetive é a Sra. Paschal, uma mulher bem-nascida com uma boa educação que, segundo ela mesma, tinha um cérebro vigoroso e sutil. Ela mesma não sabe por que chegou a embarcar em uma “carreira estranha, estimulante e misteriosa”.

L. Pirkis (1841-1910). Estamos diante da primeira mulher detetive criada por uma escritora. É a astuta Loveday Brooke. Brooke é uma respeitada pesquisadora profissional: é versátil no social e está em contínua oscilação entre princesa e donzela, entre povo e cidade, escreve Sims. Ao contrário de muitas das detetives vitorianas, as histórias de Brooke não constituíam um ciclo de romance que convergia em um único resultado. Cada uma delas era independente, como os casos de Sherlock Holmes. Uma das histórias mais famosas é “Drawn Daggers”, de 1893.

Mary E. Wilkins (1852-1930). Autora popular e respeitada, considerada uma das melhores criadoras de personagens da Nova Inglaterra. Em sua famosa história “The Long Arm”, de 1895, Sarah Fairbanks, a protagonista, não é uma detetive profissional, mas tem todos os recursos para ser uma. Um detetive masculino se junta a ela e, juntos, realizam uma investigação que levará a uma confissão detalhada do assassino.

Anna Katharine Green (1846-1935). É uma das figuras mais destacadas na história da literatura de detetives. O personagem mais famoso é Ebenezer Gryce, do Departamento de Polícia de Nova York. Green também criou Amelia Butterworth e Violet Strange, dois divertidos detetives.