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Católicos da Colômbia doaram 250 mil hóstias à Venezuela para celebrar a Páscoa

KOMUNIKANTY
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Catástrofe chavista que vem matando venezuelanos de fome provocou carência até de farinha para as hóstias

A celebração da Santa Missa de Páscoa na Venezuela contou com a solidariedade e a caridade cristã dos católicos da Colômbia, que doaram 250.000 hóstias para que os vizinhos venezuelanos pudessem comungar no evento mais importante do cristianismo: a Ressurreição de Cristo.

A Venezuela está devastada pelo desabastecimento em níveis inimagináveis, provocado pelas medidas irresponsáveis do regime chavista, hoje encabeçado pelo autoritarismo de Nicolás Maduro.

Já faz meses que as paróquias do país em frangalhos vêm dividindo as hóstias para que todos os fiéis consigam comungar. Mesmo assim, o risco de faltarem hóstias é permanente desde, pelo menos, a Quaresma de 2017, quando jornais internacionais já noticiavam a falta de farinha que obrigava as freiras venezuelanas a recorrerem ao mercado negro. Ainda assim, as quantidades obtidas só permitiam fabricar hóstias finas, com pouca farinha, facilmente desintegráveis e que, em vários casos, ainda tinham que ser partidas em quatro pedaços pelo sacerdote na hora de dar a Santa Comunhão.

No começo deste ano, os padres do Estado venezuelano de Mérida tiveram que pedir doações de farinha para a produção das hóstias. Um deles, o pe. Edward Molina, declarou à emissora colombiana Blu Radio que a farinha de trigo estava em falta “assim como tudo no país”.

Solidariedade colombiana

Cúcuta, na Colômbia, é a maior cidade da região fronteiriça com a Venezuela. Seu bispo, dom Víctor Manuel Ochoa, declarou:

“É importante responder a esta necessidade da fé de quem vive do outro lado da nossa fronteira neste tempo de crise”.

Não é a primeira vez que ele ajuda os vizinhos, a quem também recebe na diocese aos milhares – Cúcuta é um dos principais destinos dos venezuelanos refugiados. Entre as várias iniciativas humanitárias realizadas pela Igreja tanto no acolhimento dos refugiados venezuelanos quanto nos envios de alimentos, remédios e outras ajudas ao país, a doação de hóstias à Igreja da Venezuela tem sido crucial para que os sacerdotes venezuelanos possam consagrar o Corpo de Cristo.

Carência generalizada

A Venezuela despedaçada pelo “socialismo do século XXI” enfrenta uma hiperinflação que, segundo o Parlamento do país, foi de 2.600% em 2017, e que, segundo estimativas do FMI, poderá atingir 13.000% em 2018. A pobreza extrema afeta 61,2% da população, segundo a Pesquisa sobre Condições de Vida na Venezuela (Encovi), realizada por um conjunto independente de ONGs – o governo socialista, no entanto, diz que o índice é de 4,4%.

A carência de alimentos devasta o país sob o regime de Nicolás Maduro. Os cidadãos sofrem para conseguir praticamente qualquer um dos itens da cesta básica, desde leite em pó e açúcar até queijo, grãos e pão. Viraram notícia mundial fatos e fotos como a falta de papel higiênico na Venezuela e as caixas de papelão repletas de cédulas que, desvalorizadas pela inflação galopante, mal conseguem comprar um quilo de arroz – assim como as imagens desoladoras de prateleiras vazias em supermercados.

Juntamente com os graves atropelos às liberdades civis, uma violência de país em guerra e a falta de medicamentos básicos, a fome tem sido um dos fatores decisivos para a grande onda de migração forçada que tem expulsado os venezuelanos da própria terra.

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