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Grávida: cuide da tua alegria

WOMB, PREGNANT, SUNSET
Shutterstock
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Não deixe que as preocupações do mundo atrapalhem esse momento tão maravilhoso de gerar uma nova vida

Outro dia li uma frase bonita do Papa Francisco: A cada mulher grávida, quero pedir afetuosamente: Cuida da tua alegria, que nada te tire a alegria interior da maternidade; esta criança merece tua alegria”. Fiquei pensando sobre ela e interiormente agradeci muito esse conselho, pois é justamente isso que eu tenho vontade de transmitir para minhas amigas que estão na mesma fase que eu, participando desse momento maravilhoso da gestação.

Um conselho só é bom quando é útil, quando acrescenta algo, e cuidar da alegria resume uma tarefa fundamental no tempo de gestação. É muito comum que deixemos de aproveitar esse momento único e irrepetível por razões mesquinhas, preocupações vãs, que buscam apagar essa luz que naturalmente brota quando descobrimos o presente que é gerar uma vida. Saber que carregamos um ser humaninho dentro de nós é uma expriência fantástica e enriquecedora: a vida ganha outra dimensão, abrem-se horizontes não antes imaginados, pois a nós foi confiada uma missão de amor e entrega plena.

Contudo, apesar de a gravidez envolver tanta beleza, é frequente perdermos o foco do que realmente importa e cairmos em armadilhas mundanas que são fruto do materialismo, hedonismo, e outros “ismos”. Se nos deixarmos levar pela corrente do mundo, vamos aos poucos apagando essa luz interior que nasceu de forma tão forte no início da gestação.

Um dos maiores obstáculos são os conselhos negativos e as más experiências que ouvimos. Parece que as grávidas atraem comentários negativos, sobre abortos espontâneos, doenças desenvolvidas durante a gravidez, partos muito difíceis, fortíssimas depressões pós-parto, etc. Se não formos fortes o suficente, deixamos nos amedrontar por essas histórias que só nos farão mal. Então decida-se desde o começo da gravidez a simplesmente ignorar tudo o que for ouvir de negativo e trágico (exceto se for uma grande amiga que queira dar um conselho construtivo e tenha algum fundamento para tanto), caso contrário, a luzinha da alegria vai se enfraquecer e as preocupações vão tomar conta de você. Leve em conta que cada caso é um caso e o que aconteceu com uma pode acontecer de forma diferente com você.

Outro grande obstáculo são as armadilhas do consumismo. Criamos necessidades que não existem e muitas vezes acabamos por sofrer, achando que algo de “muito” importante vai faltar para nosso filho/filha. Esses bens materiais vão desde coisas do enxoval, da decoração do quarto, até o tamanho físico do apartamento, carro grande para caber tudo, etc… São infinitas as falsas necessidades que criamos, e uma puxa a outra. Parece que nunca estamos satisfeitas com o que já temos. Quanto mais desprendidas formos, mais as coisas vão surgindo e o necessário não faltará. Pense comigo: do que o seu bebê precisa para viver? sinceramente, daquilo que supra suas necessidades básicas e do amor da família. É gostoso montar um quartinho fofo como sempre sonhamos? Sim, mas isso não é a prioridade, e tudo bem se não ficar do jeito que imaginamos. O mais importante é irmos cultivando dentro de nós essa alegria e buscarmos a formação interior para o momento da chegada do nosso bebê (que vai desde questões práticas até luta pelas virtudes e estudo sobre educação de filhos, por exemplo).

A mulher foi criada para ser mãe e ela carrega dentro de si dons própios para levar a cabo essa missão, quando lhe é confiada. Devemos estar fortes e preparadas interiormente para poder dar a nossos filhos aquilo que é perene. Nisso, a alegria tem valor essencial. Uma dica pequena que dou às mamães é aproveitar cada momento da gravidez, anotando por exemplo num diário, sobre seus sentimentos, experiências, expectativas… sobre cada fase do bebê (por exemplo quando você sentiu o primeiro chute). Outra dica é dar muito valor ao carinho que os amigos e familiares demonstram por você e o bebê, pois são momentos muito especiais de união com aqueles que mais amamos e estimamos.

Por fim, lembre-se que mesmo que surgirem dificuldades no caminho, Deus cuida de tudo. Não sabemos se seremos mãe por um mês, um ano, dez, trinta, cinquenta…. não temos o controle sobre isso. O que podemos sim fazer é agradecer o dom da vida e o momento presente, tentando ser a melhor mãe do mundo nesse dia que nos foi dado.

Por Ana Clara Lazarini, via Sempre Família 

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