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Uma forma diferente de conscientização sobre a violência doméstica

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Publicitários usam as portas das casas para divulgar os dados alarmantes da violência contra a mulher no Brasil

A violência doméstica contra a mulher no Brasil tem números preocupantes. Os meios de comunicação divulgam as estatísticas todos os dias. Mas parece que os dados não conseguem sensibilizar como deveriam. Teriam virado paisagem? Ou fazem parte de alguma realidade distante para muitos brasileiros? E o que falar de tanto abuso que fica guardado em um silêncio dominado pelo medo?

Mas, agora, três publicitários (Catharina Mendonça, 22 anos, Bernardo Sande, 23, e Gabriel Azevedo, 24) querem tentar mudar esta situação e resolveram escancarar os números de casos de abusos, ameaças e todos os tipos de violência contra as mulheres que acontece dentro de quatro paredes. Eles passaram a estampar as estatísticas na porta das casas – justamente nos lugares em que elas deveriam se sentir mais seguras.

Os autores do projeto “Se as casas falassem” aproveitam os números que identificam as residências e os completam com as estatísticas colhidas em órgãos oficiais. Assim o número 80 de uma casa qualquer serviu para divulgar que “80% dos casos de violência doméstica são praticados pelos parceiros da vítima”. É o que diz a frase que eles colaram nesta fachada.

 

O grupo usa fita adesiva e papel para colar as frases e garante que isso não danifica a parede. Já foram feitas pelo menos 15 intervenções em casas de vários bairros da cidade de São Paulo.

“O medo de sair colando essas frases por aí nem se compara ao medo que muitas mulheres sentem ao chegar em casa, o lugar onde, teoricamente, elas deveriam se sentir mais seguras. Façam alguma coisa. Exponham. Denunciem”, postou Catharina Mendonça, uma das autoras do projeto, em seu perfil no Facebook.

Já Bernardo Sande, outro integrante do grupo, alertou: “Da porta pra dentro, o silêncio das vítimas esconde a violência doméstica. Da porta pra fora, os números gritam por socorro”.

Também em linguagem criativa e publicitária, Gabriel Azevedo dá o recado sério: “É pouco muro pra tanta violência. E se eles não falam, os números denunciam”.

Todas intervenções feitas pelos publicitários são fotografas e publicadas no Instagram @seascasasfalassem.