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Reino Unido nega entrada a freira perseguida pelo Estado Islâmico

IRAQI CHRISTIAN NUN
AHMET IZGI / ANADOLU AGENCY / AFP
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País tem negado visto a religiosos cristãos pelos mais absurdos motivos

A irmã Ban Madleen, freira católica do Iraque, precisou buscar conforto nas palavras de Jesus:

“As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.

Ela foi impedida pelo Ministério do Interior do Reino Unido de entrar no país.

Em 2014, junto com as demais irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Siena, ela foi obrigada a deixar a sua terra natal, Qaraqosh, antiga cidade cristã da planície de Nínive, no norte do Iraque, porque os brutais assassinos do Estado Islâmico tinham invadido a região, devastado sanguinariamente dezenas de povoados e ocupado inclusive o convento em que elas viviam. Com milhares de outros deslocados internos, na maioria cristãos, ela se estabeleceu em Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, onde instalou creches para as crianças sem lar. Centenas e centenas de desabrigados acampavam precariamente nos parques públicos, em construções semiacabadas da cidade e até em contêineres.

Com a suposta derrota do Estado Islâmico, ao menos militarmente, muitos cristãos começaram a voltar para casa no norte do Iraque. Para a freira Ban Madleen, também surgiu uma oportunidade impensável durante os anos mais sangrentos do terror: a chance, finalmente, de visitar sua irmã doente que vive na Inglaterra.

Acontece que, segundo o periódico britânico Catholic Herald, a divisão de vistos do Ministério do Interior negou a entrada da irmã Ban no Reino Unido porque ela não comprovou renda. A carta do ministério acrescenta: “A respeito desta decisão, não há direito a recurso nem a revisão administrativa” (!)

A carta, um tanto hipocritamente, reconhece a importância das visitas familiares e admite que a irmã Ban já tinha sido autorizada a viajar ao Reino Unido em ocasião anterior, na qual ela cumpriu corretamente todos os termos do seu visto. No entanto, o texto também ressalta que, embora tenha recebido o visto há sete anos, em 2011, ela não fez nenhuma viagem recente ao país (!!)

Sobre este ponto em particular, é muito oportuna a pergunta feita pelo pe. Benedict Kiely, sacerdote inglês fundador da Nasarean.org, entidade que defende cristãos no Oriente Médio:

“Por acaso eles não sabem o que aconteceu no Iraque de 2014 até agora?”

Cristãos barrados sistematicamente por motivos absurdos

O pe. Kiely denuncia que outra freira dominicana, com doutorado em Teologia Bíblica pela Universidade de Oxford, no próprio Reino Unido, teve o visto recusado duas vezes recentemente.

Há um ano, o Instituto católico de Santo Anselmo foi forçado a fechar as portas no país porque não conseguia mais receber estudantes estrangeiros. O fundador, Len Kofler, declarou que um padre católico foi impedido de entrar no Reino Unido e estudar no Instituto porque não era casado (!!!) e uma freira foi barrada porque não tinha conta bancária pessoal (o que é o óbvio esperado e sabido acerca de qualquer membro de uma ordem religiosa devido ao voto de pobreza…).

Em dezembro de 2016, três arcebispos do Iraque e da Síria foram impedidos de entrar no Reino Unido, mesmo tendo convite oficial da Igreja Ortodoxa Síria no país. Eles não puderam participar da consagração da primeira Catedral Ortodoxa Síria do Reino Unido, evento de que até o príncipe Charles participou.

Há casos aberrantes também nos Estados Unidos. A irmã Diana Momeka, da mesma congregação da irmã Ban, teve muitas dificuldades para entrar no país quando foi convidada a dar testemunho perante o próprio Congresso norte-americano, em 2015. Inicialmente, o consulado dos EUA em Erbil lhe negou o visto, mas, depois de fortes protestos de cidadãos norte-americanos que defendem os cristãos do Oriente Médio, ela acabou autorizada a visitar o país e a dar seu testemunho ocular sobre as atrocidades a que os cristãos iraquianos estavam (e continuam) sendo submetidos.

Imposição ideológica no Reino Unido

O Reino Unido também tem chamado tristemente as atenções pela forma impositiva e absolutista com que representantes do seu sistema judiciário têm obrigado cidadãos a se sujeitarem a sentenças que atropelam direitos tão básicos quanto os de uma mãe e de um pai que desejam lutar pela vida do próprio filho.

Um dos mais aberrantes desses casos foi o do bebê Charlie Gard, que abre um gravíssimo precedente de intromissão do Estado no improfanável âmbito familiar: a suposta “justiça” decretou a sentença de morte de um bebê quando ainda havia alternativas experimentais de tratamento que a família desejava tentar e para os quais dispunha de meios próprios.

Confira este caso de intromissão absolutista que todo cidadão livre deve conhecer e compreender para combater ferrenhamente:

Caso do bebê Charlie: as duas questões que precisam ser esclarecidas