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Bravo! Pai de Alfie peita justiça: "Vocês querem assassiná-lo, mas ele é meu filho!"

Alfie Evans protesto pais

Reprodução

Reportagem local - publicado em 13/04/18

Tom e Katy, pais do bebê sentenciado a ser morto no Reino Unido, estão arrepiando o mundo nas últimas horas com uma fantástica reviravolta

Ele, Tom Evans, tem apenas 21 anos. Ela, Katy Evans, apenas 20. Nos últimos 23 meses, eles viveram juntos a mais cruel de todas as batalhas: a da luta contra a morte do próprio filhinho, por um lado, e, como se não bastasse, contra o hospital Alder Hey, que deveria cuidá-lo mas preferiu acionar a justiça pelo “direito” de desconectá-lo dos aparelhos, alegando que era “inútil” tentar tratar do bebê cuja doença os médicos do hospital nem sequer conseguiram diagnosticar.

Alfie Evans e o pai Thomas
Alfie's Army Official

A batalha foi transformada em guerra covarde pela própria “justiça” britânica, que negou aos jovens e bravos papais todos os recursos que apresentaram. Nesta semana, veio, frio e seco, aquele que se supunha o golpe final: o juiz Anthony Paul Hayden determinou o dia e a hora em que o hospital deveria desligar os aparelhos de Alfie. A “justiça” britânica havia decretado: Alfie não teria direito sequer às tentativas de tratamento oferecidas por instituições estrangeiras, como o hospital vaticano Bambino Gesù.

Saiba mais sobre o caso neste artigo.

Mas eis que, perto do que parecia um fim dramático, preparava-se uma reviravolta extraordinária.

Tom e Kate Evans
Tom e Kate Evans

Uma carta salvadora

Em resposta a uma consulta jurídica, Tom recebeu uma carta do advogado pró-vida Pavel Stroilov, da entidade Christian Legal Center, confirmando que ele tem o pleno direito de retirar o seu filho do hospital quando bem entender, desde que acompanhado de uma equipe médica equipada tecnicamente com todo o necessário para garantir o seu suporte vital.

Pavel Stroilov destaca:

“Você solicitou esclarecimento sobre a legalidade de retirar o seu filho do Alder Hey Hospital sem o consentimento do mesmo. No caso de Alfie, isto só seria possível com o apoio de uma equipe de profissionais médicos com os equipamentos necessários para o suporte vital. Posso confirmar que tal remoção seria legal pelas leis inglesas. Alfie só está no hospital porque vocês, seus pais, procuraram voluntariamente os seus serviços médicos. Alfie tem o direito de ir embora deste hospital: ele não está preso. Devido à sua idade, cabe aos pais tomar a decisão de levá-lo ou de permanecer no hospital”.

E disse mais:

“O efeito da sentença de Anthony Hayden [o juiz] no Tribunal Supremo é tornar legal que o Alder Hey encerre o tratamento, protegido de responsabilidade legal por esta decisão. Não é intenção nem efeito da ordem impedir a liberdade pessoal e os direitos dos pais de Alfie. Continua sendo legal que uma equipe alternativa de profissionais médicos, com o consentimento dos pais, ofereça tratamento médico a Alfie da forma que eles considerarem profissionalmente apropriada”.

Fantástica mobilização em frente ao hospital

A família e os apoiadores de Alfie conseguiram mobilizar recursos extraordinários em tempo recorde para a operação de salvamento do bebê: levaram uma equipe médica polonesa completa até as portas do hospital, com ambulância equipada e pronta para transferir o bebê até um avião privado que o levaria para Roma!

E mais: o “Exército de Alfie“, formado por apoiadores do mundo inteiro, levou centenas de pessoas aos arredores do hospital, segundo a mídia do país, com balões e faixas de apoio ao bebê e aos seus pais para fazerem valer os seus direitos elementares. Os apoiadores permaneceram diante do hospital na noite desta quinta e ao longo de toda esta sexta-feira.

Mais tensão cruel: o hospital chama a polícia

O “Exército de Alfie” publicou um vídeo no Facebook, neste dia 12 de abril, mostrando as tensões que envolveram a tentativa de retirar o bebê do hospital, mesmo com toda a equipe médica polonesa à disposição. Tom é enfático:

“Eu tenho a documentação que diz que tenho o direito de retirar o meu filho deste hospital”.

No entanto, novos e torturantes obstáculos: o hospital chama a polícia para impedi-lo. Tom denuncia:

“O (hospital) Alder Hey está nos impedindo. O Alder Hey está chamando a polícia para assassinar o meu filho. O Alder Hey chamou a polícia para me impedir de levar o meu filho do hospital. Este é o meu filho. Olhem para o meu pequeno saudável, que não foi diagnosticado e com certeza não está morrendo. Ele está com a ventilação e nós temos todos os equipamentos”.

A situação ficou potencialmente tão séria que o próprio Tom, a vítima, teve de assumir bravamente mais uma responsabilidade: a de evitar que a multidão reunida fora do hospital provocasse um tumulto de dimensões imprevisíveis.

A mídia já estava ali, pronta para registrar uma insurreição espontânea, quando Tom pediu a todos que mantivessem a calma. A polícia inglesa chegou a parabenizá-lo publicamente pela sensata e equilibrada gestão da situação.

Como é que alguém pode acusar este homem de “teimosia insana” no tocante ao filhinho, como se viu em alguns insensíveis e descontextualizados comentários em redes sociais?

Como é que alguém pode acusá-lo de insensato por enxergar e proclamar os fatos, tal como nesta terça, quando, ao receber a sentença ditatorial que decretava a morte de Alfie, ele escreveu no Facebook:

“Amanhã (quarta) pode ser o dia no qual desconectarão Alfie, enquanto vemos claramente que ele pode respirar quando precisa, tossir, espirrar, bocejar, espreguiçar, se virar etc”.

Uma esperança

Pelo menos durante este fim de semana, a vitória parcial é um fato: embora o juiz Hayden tenha determinado a proibição de retirar Alfie do hospital, uma nova audiência de apelação foi marcada para a próxima segunda-feira.

Continuemos rezando por Alfie, pelos seus pais e pela cultura da vida.

É muito importante dedicar uma oração especial pelos papais. Sabemos que Tom vem dando a cara a tapa heroicamente, e merece todos os aplausos por isso, mas imaginemos também o aperto indescritível no coração de Katy, a corajosa mamãe que persevera junto ao seu bebê enquanto um Estado decide que eles “não têm” o direito de protegê-lo enquanto houver recursos.

Kate James e Alfie
Kate James / Facebook

Contamos com o Papa Francisco oficialmente engajado nesta batalha:

Twitter Papa Alfie
Twitter Papa Francisco
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