Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Sábado 31 Outubro |
Beato Domingos Collins
home iconAtualidade
line break icon

ONU avalia nova resolução para investigar armas químicas na Síria

GHOUTA,SYRIA

Hamza Al-Ajweh | AFP

Agências de Notícias - publicado em 15/04/18

Estados Unidos, França e Reino Unido lançaram neste sábado uma nova iniciativa no Conselho de Segurança da ONU para investigar ataques com armas químicas na Síria, horas depois de executar bombardeios seletivos contra alvos militares sírios.

Os três aliados fizeram circular um projeto conjunto de resolução que também pede envios de ajuda humanitária à Síria e pede que Damasco se envolva em práticas de paz sob a égide da ONU, segundo o texto obtido pela AFP.

As negociações sobre este texto, o primeiro ante o Conselho de Segurança que combina os aspectos químicos, humanitários e políticos do conflito de sete anos, devem começar na segunda-feira, segundo as mesmas fontes.

A Rússia usou em novembro três vezes seu poder de veto para enterrar uma investigação anterior impulsionada pela ONU e que concluiu que forças sírias haviam usado gás sarin na cidade de Jan Sheijun em abril do ano passado.

A nova proposta instruiria a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) a reportar em um período de 30 dias se a Síria revelou completamente quais são suas reservas de armas químicas.

No tema químico, o texto “condena nos termos mais fortes todo uso de armas químicas na Síria, especialmente o ataque de 7 de abril em Duma”.

Prevê também criar um “mecanismo independente” de investigação e atribuição de responsabilidades “baseado nos princípios de imparcialidade e profissionalismo”.

As acusações lançadas contra Damasco por esse suposto ataque químico em Duma serviram de justificativa para os bombardeios das forças americanas, francesas e britânicas contra os alvos sírios.

Na dimensão humanitária, os três países pedem que se instale um “cessar-fogo duradouro” e exigem um “acesso humanitário sem restrição” em toda a Síria e a possibilidade de “proceder com evacuações médicas”, se estas forem necessárias.

Em matéria política, o projeto “exige das autoridades sírias que se comprometam em negociações inter-sírias de boa fé, de maneira construtiva e sem pré-condições”, aplicando as últimas discussões de 3 de março em Genebra.

Essas negociações, paralisadas, devem abarcar assuntos como governabilidade, aspecto constitucional, eleições, luta contra o terrorismo e medidas de confiança.

– Buscar apoio russo –

Diplomatas ocidentais disseram que buscariam dar tempo suficiente para que haja negociações antes que a nova resolução seja votada, a fim de obter o respaldo russo.

A Rússia usou 12 vezes seu poder de veto no Conselho de Segurança para bloquear ações contra seu aliado sírio.

A nova iniciativa diplomática, após os ataques da noite de sexta-feira, foi conhecida pouco depois de uma reunião do Conselho de Segurança convocada pela Rússia, que classificou os ataques militares como uma “agressão” contra a Síria, tentando que fossem condenados.

A tentativa russa, entretanto, fracassou. Apenas China e Bolívia votaram junto com Moscou por condenar os ataques, enquanto oito países se opuseram e quatro se abstiveram.

Os ataques coordenados de Washington, Londres e Paris foram uma resposta à alegada utilização de armas químicas por parte do governo sírio na região de Duma no sábado passado.

A embaixadora dos Estados Unidos, Nikki Haley, disse durante a reunião deste sábado que Washington estava “carregado e engatilhado” para atacar novamente a Síria caso seja verificado um novo uso de armas químicas.

Haley reiterou que Washington está “preparado para manter esta pressão, se o regime sírio for tonto o suficiente para testar nossa determinação”.

O Conselho de Segurança se reuniu cinco vezes esta semana para discutir sobre a Síria, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, tem pedido frequentemente o fim das divisões em torno da Síria.

(AFP)

Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
Brasileira Simone Barreto Silva é vítima de ataque terrorista na catedral de Nice
Reportagem local
Brasileira é vítima no ataque terrorista na c...
Reportagem local
França: atentado na basílica de Notre Dame em...
TRIGEMELAS
Esteban Pittaro
A imagem de Nossa Senhora que acompanhou uma ...
Pe. Robson de Oliveira
Francisco Vêneto
Defesa desmente Fantástico, da TV Globo, em n...
Aleteia Brasil
O milagre que levou a casa da Virgem Maria de...
Reportagem local
Corpo incorrupto de Santa Bernadette: o que o...
Philip Kosloski
3 poderosos sacramentais para ter na sua casa
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia