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O sonho de Santa Teresinha com os diabinhos

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Em que medida devemos temer a ação do Maligno em nossas vidas? Isso depende de 2 fatores - clique e confira

Em que medida devemos temer a ação do Maligno em nossas vidas? Depende…

Se estamos em PECADO MORTAL, devemos temer muitíssimo, pois estamos sem defesas espirituais contra os ataques do demônio. Uma pessoa que está em pecado mortal e não se arrepende e nem busca a Confissão é como um soldado em campo de batalha, sem armas, sem escudo e sem armadura.

Mas se estamos em ESTADO DE GRAÇA, ou seja, com a alma livre de todo pecado mortal, não temos nada a temer, pois “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8,28). O demônio ronda e tenta constantemente as almas que estão em estado de graça, mas seu poder de ação sobre elas é limitadíssimo, pois elas estão cheias do Espírito Santo. Entretanto, essas almas devem permanecer atentas e zelosas, pois “quem pensa estar de pé veja que não caia” (I Cor 10,12).

Há um episódio na vida de Santa Teresinha do Menino Jesus que ilustra muito bem essa realidade. Ela conta, em sua “História de uma Alma”, sobre um sonho que teve quando era criança:

“Sonhei uma noite que saía a passear sozinha pelo jardim. Chegando ao pé dos degraus que precisava subir para ali chegar, me detive tomada de pavor. Diante de mim, rente ao caramanchão, havia uma barrica de cal e sobre a barrica dançavam, com espantosa agilidade, dois medonhos diabinhos, não obstante os ferros de engomar que tinham nos pés. De chofre lançaram sobre mim seus olhares chamejantes, mas ao mesmo instante, parecendo muito mais assustados do que eu, precipitaram-se da barrica abaixo e foram esconder-se na rouparia que ficava defronte. […] Lá estavam os míseros diabinhos a correr por sobre as mesas, não sabendo o que fazer para se esquivarem do meu olhar. De vez em quando chegavam até a janela, e olhavam com um ar inquieto, se eu ainda estava lá e como sempre me avistassem, começavam a correr de novo como desatinados.

Sem dúvida, este sonho nada tem de extraordinário, acredito, no entanto, que o Bom Deus permitiu que guarde sua lembrança, a fim de me provar que uma alma em estado de graça nada deve temer dos demônios, que são uns medrosos, capazes de fugir diante do olhar de uma criança…”

Viram? Quem tem consciência da doce e poderosa Presença de Jesus em sua vida não precisa andar obcecado pela figura do demônio. A ação do mal é devastadora no mundo e nos corações, mas isso porque muitos se abrem a essa ação, por não estarem nem aí para a vida de oração, para a caridade e por não rejeitarem seus pecados.

É um tanto frustrante ver bons cristãos focados em excesso na figura do demônio e em suas possíveis artimanhas. Esse povo anda se impressionando demais com livros e videos de padres exorcistas! Não é que não se deva dar ouvidos aos exorcistas, mas é preciso ter equilíbrio para não se deixar afetar por suas palavras a ponto de viver atormentado e angustiado com a ação do demo em toda parte.

É a liberdade e a paz da amizade com Cristo que deve ser o centro de nossa vida espiritual, e não o medo permanente e doentio do capeta.

Parem de ficar remoendo histórias tenebrosas de possessão, contaminação espiritual etc., e foquem mais na oração, no jejum, na penitência e nas obras de misericórdia, para libertar a alma dos vícios e pecados. Isso sim é eficaz contra o mal!

(via Catequista)

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