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Grigio, o cachorro que era o “anjo da guarda” de Dom Bosco

DOG

Shutterstock-Taras Verkhovynets

Maria Paola Daud - publicado em 17/04/18

“Se eu dissesse que ele era um anjo, provocaria risadas. Mas também não se pode dizer que ele foi um cachorro normal e comum”

São muitas as pessoas que podem testemunhar um ato heroico de seu animal de estimação. Eles advertem sobre um futuro acidente, alertam para a entrada de alguém em casa, previnem algum tipo de violência doméstica e até ajudam pessoas perdidas a encontrar o caminho de casa, por exemplo.

Até Dom Bosco tinha seu animal de estimação misterioso, que aparecia e desaparecia da vida dele, defendendo-o de ataques e acompanhando-o pelas ruas perigosas.

O próprio Dom Bosco conta – em suas Memórias do Oratório – como o cachorro, batizado de Grigio (cinza, em italiano), entrou na vida dele:

“Uma noite escura eu voltava para casa sozinho, não sem um pouco de pavor, quando vejo ao meu lado um cão alto que à primeira vista me causou medo; mas, fazendo faceirices como se eu fosse o seu dono, logo ficamos bons amigos e acompanhou-me até o oratório. Isto aconteceu muitas outras vezes. Posso dizer que o Grigio me prestou importantes serviços. Vou expor o que é pura verdade.
Em fins de novembro de 1854, numa noite chuvosa e coberta de neblina, eu vinha sozinho da cidade. A certa altura percebo que dois homens caminhavam a pouca distância, na minha frente. Apertavam ou reduziam o passo, conforme eu acelerasse ou diminuísse o meu andar. Tentei voltar atrás, mas era muito tarde: com dois saltos, em silêncio, lançaram-me um manto na cabeça. Procurei evitar que me enrolassem, queria gritar, mas não consegui. Naquele momento apareceu o Grigio. Uivando, lançou-se com as patas sobre o rosto de um e logo ferrou os dentes em outro.(…) O Grigio continuava uivando feito um lobo enraivecido. Foram-se embora bem depressinha e o Grigio, permanecendo ao meu lado, acompanhou-me até em casa.”

Segundo testemunhos, o cão defendeu Dom Bosco dos ataques de malfeitores por três vezes. Ele aparecia misteriosamente do nada e indicava o caminho correto quando Dom Bosco estava perdido.

E o mais incrível de toda esta história é que Grigio defendeu o santo em vida e continuou protegendo-o depois que Dom Bosco morreu, como conta o Sr. Renato Celato, motorista confiável e discreto de quatro reitores salesianos. Em uma entrevista, ele fala detalhadamente sobre este fato bastante curioso:

 “Era 5 ou 6 de maio de 1959. Depois da inauguração do grande templo de Cinecittà, estávamos voltando de Roma com a urna de Dom Bosco. A urna ficou em Roma durante vários dias. Até o Papa João XXIII tinha ido honrá-lo.
A urna de Dom Bosco permaneceu dois dias em São Pedro, enquanto estavam fazendo os trâmites para a viagem de volta a Turim. Deixamos Roma à tarde. Estava escurecendo. Tínhamos que chegar a La Spezia às quatro horas da manhã, mas estávamos cansados, e Dom Giraudi nos aconselhou a parar algumas horas em Livorno, com os salesianos. O sacristão abriu as portas da igreja às quatro e meia e viu um cão que estava encostado na porta. O cachorro estava esperando a chegada da urna.
Quando chegamos, levamos a urna até a igreja e a apoiamos sobre uns bancos de madeira. O cachorro acompanhou tudo e se acomodou debaixo dela. Ninguém conseguia tirá-lo de lá. Depois, quando as pessoas começaram a chegar para a Missa, o diretor estava preocupado e pediu à polícia: ‘Tirem este cachorro que está debaixo da mesa’. Mas eles não conseguiram. O cão mostrava os dentes e estava nervoso. Ele permaneceu no local até o meio-dia. Naquele momento, a igreja foi fechada. O cachorro saiu e começou a vagar entre as crianças, no pátio. As crianças estavam naturalmente felizes por terem um cachorro entre elas (…). Eu me juntei a elas e ao cão. Disse muitas vezes que pude tocar e acariciar este misterioso animal”.

Quando a urna com os restos de Dom Bosco partiu para seu destino, Grigio desapareceu misteriosamente.

O senhor Celato documentou o acontecido com algumas fotografias.

RENATO CELATO
infoans.org

“Se eu disser que era um anjo, todos dariam risadas. Mas também não se pode dizer que ele foi um cachorro comum e normal” (São João Bosco).

Fonte: infoans.orgsdb.org(artigo traduzido e adaptado ao português por Aleteia).

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