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Pacientes e médicos venezuelanos protestam por falta de remédios e baixos salários

VENEZUELA

Caritas Venezuela - Facebook

Agências de Notícias - publicado em 18/04/18 - atualizado em 18/04/18

“Salário e remédios!”, gritavam pacientes e médicos durante um protesto nesta terça-feira (17) em hospitais públicos da Venezuela para exigir ao governo medicamentos – em severa escassez – e “salários dignos” diante da inflação descontrolada.

Zully García se uniu à manifestação no hospital infantil J.M. de los Ríos, no centro de Caracas, carregando sua filha Johangelis Bravo, que aparenta ter menos de quatro anos por um quadro de desnutrição.

“Minha filha é uma paciente cardiopata que depende de muitos medicamentos (…) que eu não consigo. Ela precisa um transplante de coração que pode ser feito na Argentina e eu não consigo” ajuda, disse García à AFP.

Como outros pacientes e familiares, a mulher implorou ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que aceite “um canal humanitário” para a chegada de remédios e insumos.

Na Venezuela, há a escassez de 95% de tipos de medicamentos para doenças crônicas, e para as essenciais, como hipertensão, é de 85%, segundo a Federação Farmacêutica.

De acordo com um relatório do Parlamento de maioria opositora e da ONG Médicos pela Saúde, nos hospitais falta 79% do material médico cirúrgico e 100% dos laboratórios não têm reativos.

A enfermeira Wuendy Piña assegurou que no J.M. de los Ríos as mortes das crianças aumentaram.

Um médico da rede pública ganha o salário mínimo, que hoje em dia dá para pouco mais de um quilo de carne.

No hospital José Gregorio Hernández, também no centro, médicos, enfermeiros e pacientes bloquearam uma rua e enfureceram motoristas.

Quando um deles tentou passar violentamente com o seu veículo, colocaram José Contreras, que está em uma cadeira de rodas e sofre de problemas respiratórios.

“Não consigo os antibióticos que preciso. Quando há, não posso pagar”, relatou à AFP Contreras, de 55 anos.

A renda dos venezuelanos tem sido devorada por uma hiperinflação que, segundo o FMI, ultrapassará os 13.000% este ano.

O protesto se estendeu a centros médicos de vários estados.

Maduro nega que na Venezuela haja uma crise humanitária e ultimamente atribui o desabastecimento de remédios e insumos às sanções econômicas dos Estados Unidos, que dificultam o pagamento de importações.

(AFP)

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