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Efeitos do Batismo

Marko Vombergar / Aleteia
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Tratar dos efeitos do Batismo é algo gerador de imensa alegria a todo verdadeiro católico

 

Ensina o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, em seu n. 263, que “o Batismo perdoa o pecado original, todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado; faz participar na vida divina trinitária mediante a graça santificante, a graça da justificação que incorpora em Cristo e na Igreja; faz participar no sacerdócio de Cristo e constitui o fundamento da comunhão entre todos os cristãos; confere as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo. O batizado pertence para sempre a Cristo: com efeito, é assinalado com o selo indelével de Cristo (caráter)”. Detalharei a definição.

O Batismo perdoa o pecado original, todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado: O primeiro efeito do Batismo é o perdão do pecado original (ausência da graça santificante que nos dá a filiação divina), como estudei com você no artigo anterior. No caso de adultos, ao ser batizada, a pessoa recebe o perdão dos pecados atuais, aqueles cometidos, de modo consciente, pelo (a) errante e também o perdão das penas devidas ao pecado.

Que é isso? – Simples de responder: se um ladrão rouba um carro e pede perdão, fica perdoado, mas receber o perdão não isenta o errante de ter de pagar pelo crime. Por isso, precisa, se possível, devolver o carro à vítima e responder a um processo judicial com o risco de ser preso. Isso no campo legal. No plano moral, quem rouba quebra a ordem que Deus estabeleceu – viola o 5º Mandamento – e, ao pedir sincero perdão, tem sua falta apagada, mas permanece a pena a ser paga (isso será melhor estudado no Sacramento da Confissão). Ora, o Batismo apaga o pecado original e – no caso de adultos – também o atual com a pena correspondente. O recém-batizado fica puro.

Faz participar na vida divina trinitária mediante a graça santificante, a graça da justificação que incorpora em Cristo e na Igreja: este efeito batismal é consequência do primeiro. Sim, uma vez limpa do pecado original e do atual com sua pena (no caso de adultos), a pessoa é elevada à condição de filha de Deus e, por efeito, à participação na vida divina. Torna-se, assim, justificada (santa). O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica diz que a justificação “dá início à livre resposta do homem, ou seja, a fé em Jesus Cristo e a colaboração com a graça do Espírito Santo” (n. 422). O ser humano batizado está, como um galho no tronco (cf. Jo 15,1.5), incorporado a Cristo e, n’Ele, em seu Corpo místico, a Igreja (cf. 1Cor 12,12-21; Cl 1,24).

Faz participar no sacerdócio de Cristo e constitui o fundamento da comunhão entre todos os cristãos: Aqui, temos dois efeitos do Batismo. Primeiro, a participação no sacerdócio de Cristo (no modo comum dos fiéis, não no ministério ordenado) e, segundo, na comum união entre todos os batizados. Vou, aqui, explicar melhor o primeiro ponto: os fiéis participam do sacerdócio de Cristo ao oferecer, como sacrifício espiritual “agradável a Deus, por Jesus Cristo” (1Pd 2,5), sua própria vida no campo espiritual e temporal, na luta por um mundo mais conforme ao Evangelho.

Confere as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo: as virtudes teologais (de Theos = Deus) são três: a fé, a esperança e a caridade, e os dons do Espírito Santo são sete: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus.

O batizado pertence para sempre a Cristo: com efeito, é assinalado com o selo indelével de Cristo (caráter): o caráter é um sinal distintivo, marca ou “selo espiritual” impresso na alma humana de modo inapagável ou indestrutível, como é indestrutível essa própria alma. Nenhuma força humana ou extra humana pode tirar do fiel a marca batismal de pertença, permanente, a Cristo.