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O inferno não existe?  Fake News: as mentiras atribuídas ao Papa Francisco

KOBIETA PRZEGLĄDA INTERNET
Pexels | CC0
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Entenda como é sério compartilhar notícias sem ter certeza de sua autenticidade

Fake News é expressão do inglês que significa “notícia falsa”. E notícia falsa é o que mais encontramos na Internet e principalmente nas redes sociais. Qualquer pessoa pode escrever um texto e atribuí-lo a uma personalidade, bem como adicionar foto que nada tem a ver com o fato, mas provocará ainda maior impacto nos leitores. Muitos, sem qualquer senso crítico, absorvem o texto como uma verdade e outros tantos logo clicam no botão compartilhar. Pronto, a bola de neve foi lançada!

O Papa Francisco tem sido uma das grandes vítimas dos “fake news”.  A ele são atribuídos vários textos que circulam na Internet e nas redes como Whats App. Confesso que alguns são mesmo interessantes e fico tentado a encaminhar para alguém ou para algum grupo. Mas é prudente verificar antes.

Por exemplo, um dos textos que circula desde 2015 leva o título “Família, lugar de perdão” e começa com “Não existe família perfeita…”. Já perdi a conta de quantos encontros e grupos utilizaram este texto como se fosse do Papa Francisco. Mas ele foi postado em 2015 em uma conta do Facebook em nome do Vaticano, mas uma conta não oficial, ou seja, falsa. E uma breve pesquisa nas fontes oficiais do Papa nos mostra que este texto não existe da forma como foi publicado.  

Desde 2014 circula boato que o Papa teria dito que todas as religiões são verdadeiras e em 2017 surgiu uma mensagem que começa por “Esta vida vai passar rápido…” 

Recentemente começou a circular mensagens escritas a partir de uma suposta entrevista do Papa ao diretor do jornal italiano La Repubblica. A reportagem cita textos entre aspas, como se fossem dizeres do Papa Francisco e aborda a questão da existência do inferno: “Não existe um inferno, existe o desaparecimento das almas pecaminosas.” Jornais do mundo inteiro falaram desta entrevista e o texto circula com vigor pelas redes sociais. 

Mas a Sala de Imprensa do Vaticano emitiu nota informando que o diretor do jornal foi mesmo recebido pelo Papa Francisco, contudo não como entrevista, mas em ordem pessoal, onde não houve anotações ou gravações.  Ou seja, os textos são de criação do próprio diretor do jornal que pode ter se valido do fato de ter mesmo se encontrado com o Papa para dar força às suas ideias. Diz a nota que o Papa Francisco “recebeu recentemente o fundador do jornal La Repubblica num encontro privado por ocasião da Páscoa, mas sem dar nenhuma entrevista. (…) Nenhum texto entre aspas do artigo acima mencionado deve, portanto, ser considerado como uma transcrição fiel das palavras do Santo Padre”.

Entendeu como é sério compartilhar notícias sem ter certeza de sua autenticidade? 

Se você ama a Igreja e o Papa, divulgue somente o que for verdade. É fácil conferir, pois os textos, mensagens e homilias do Papa estão sempre disponíveis no site do Vaticano (www.vatican.va), da Sala de Imprensa (http://www.vatican.va/news_services/press/index_sp.htm), nas redes sociais oficiais ( Twiter @Pontifex_pt, e Facebook https://www.facebook.com/vaticannews.pt ), no jornal do Vaticano L’Osservatore Romano,  na Rádio Vaticano,  na TV Centro Televisivo Vaticano (CTV) e no aplicativo para celulares e tablets The Pope App.

O inferno continua existindo e está claro na doutrina. E propagar mentiras é um dos caminhos para chegar até ele.