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Um guia de sobrevivência para superar a “terrível fase dos dois anos”

GRANDPA
ALENKA ŽNIDAR | DRUŽINA
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Esta fase do desenvolvimento infantil pode durar um tempo... veja como administrar isso, mantendo sua sanidade

 

A adolescência é frequentemente um período doloroso, tanto para os pais quanto para as crianças. Muito antes da adolescência, no entanto, há outra fase difícil no desenvolvimento de uma criança: os terríveis dois anos.

Embora o termo obviamente se refira basicamente a crianças de dois anos de idade, este estágio pode começar aos 18 meses de idade e durar até a criança ter 3 ou 4 anos. Oposição, rebeldia, birra… Muitos comportamentos durante este período podem colocar a paciência do pai e da mãe em teste.

Nem sempre é fácil saber como abordar esse estágio, especialmente porque o comportamento de seu filho pode ser desconcertante para você. “Por que ela está fazendo isso? Como devo responder? Eu fiz a coisa certa? Isso é normal? Vai passar?”.

Para começar, é importante entender por que o comportamento difícil ocorre nessa idade, como ele pode se manifestar e qual o papel que desempenha no desenvolvimento de uma criança. Equipado com esse conhecimento, os pais são mais capazes de navegar nesta fase desafiadora. 

Quais são os “terríveis dois anos”?

A expressão “terríveis dois anos” – do inglês “terrible twos” – designa o estágio de desenvolvimento geralmente referido a esse período. Durante esta etapa, as crianças se rebelam: elas se recusam a cooperar, instigam conflitos, fazem birras e desafiam seus pais. Esse comportamento é especialmente difícil de gerenciar em público, onde os pais mais relutam em atrair a atenção ou se envergonhar. Também chamada de “fase do não”, esta é uma época em que as crianças procuram se definir como indivíduos, opondo-se a todas as formas de autoridade.

Esse estágio de desenvolvimento psicológico é essencial para as crianças. Durante esse período, elas começam a ganhar autoconsciência: querem tomar decisões por si mesmas, mesmo que não tenham o vocabulário para expressar seus desejos. Este é um momento de crescimento e maturidade: aos poucos, as crianças aprendem a identificar e expressar suas emoções e a administrá-las e exteriorizá-las de maneira adaptativa.

Dicas de Sobrevivência para os Pais

  1. Identificar e evitar as causas das birras

Enquanto você navega nesta fase, certos fatores surgirão como gatilhos de birra para seus filhos. Os gatilhos situacionais podem incluir: horários de refeição, horário de dormir, tarefas em andamento… Por trás desses gatilhos estão grandes sentimentos. Seus filhos podem se esforçar para gerenciar e expressar: fome, fadiga, estresse e tédio. Quando possível, é melhor evitar fontes desnecessárias de estresse. Seus filhos provavelmente responderão bem a ter seus sentimentos validados e podendo escolher.

Ao oferecer escolhas, tente evitar que seus filhos tenham a oportunidade de dizer não. Em uma refeição, por exemplo, em vez de perguntar se ele ou ela quer brócolis, pergunte: “Você gostaria de brócolis com molho ou sem molho?” ou “Você gostaria de comer seus tomates depois da carne ou antes?”. Dessa maneira as crianças sentem que têm uma escolha e serão menos propensas a se opor a você para se afirmar.

Durante uma birra, é importante não ignorar seu filho. Não podemos impedir que as crianças sintam emoções, mas podemos ensiná-las a expressar seus sentimentos sem birra. Quando uma birra começar, encontre uma solução para o problema ou mude de assunto. Mais tarde, quando a criança recuperar a compostura, explique que existem outras maneiras de responder a um problema. Ajude-a a encontrar as palavras para expressar sua insatisfação e pensar em respostas alternativas.

  1. Permanecer calmo

Durante uma birra, é importante dar um passo para trás e ficar calmo. No calor do momento, seu filho é dominado pela emoção e não consegue entender a razão. Espere até que o conflito tenha passado antes de discutir com ele. Não espere muito tempo – se muito tempo passar, seu filho pode esquecer o episódio.

Quando vocês discutirem o episódio juntos, explique que você entende os sentimentos dele e que não há problema em se sentir triste, irritado, frustrado ou cansado. Ajude-o, propondo outras soluções e ouvindo enquanto ele tenta colocar seus sentimentos em palavras.

Outro ponto importante: não guarde rancor. Uma vez que a birra tenha sido resolvida e discutida, não a revisite. Quando você e seu filho estão reconciliados, a birra pertence no passado.

  1. Ser firme e consistente

Enquanto escutar com compaixão, paciência e compreensão é vital, também é importante ser firme e manter sua palavra. Não hesite em lembrar seu filho de suas expectativas antes de cada atividade e ao entrar em um novo local. Seja claro sobre as regras e as consequências se os limites forem violados.

Não se deixe ser superado pela magnitude de uma birra. Como regra geral, não desista. Se fizer isso, seu filho receberá a mensagem de que as regras e consequências são opcionais e não obrigatórias. Ele pode deduzir que não há problema em ignorar as regras.

Em relação às consequências, certifique-se de que sejam úteis, restaurativas, relacionadas e proporcionais à infração, realizáveis, não estressantes e, acima de tudo, que não abordem as necessidades fundamentais da criança (alimentação, sono etc.).

  1. Ficar perto e mostrar amor

Nessa idade, as crianças buscam reconhecimento e amor. Elas querem capturar nossa atenção, mesmo enquanto se afirmam como indivíduos únicos. Este é o momento ideal para envolvê-las em tarefas que elas podem realizar por si mesmas e para lhes dar responsabilidades em seu nível de capacidade. Amor e atenção são fundamentais.

Seja carinhosa com seus filhos. Depois de uma birra, não hesite em dar um abraço neles. Isso lhes comunicará que, mesmo que tenham se comportado de maneira inadequada, seu amor por eles é imutável.

Seus filhos precisam se sentir seguros e amados. Seu amor incondicional lhes dará confiança enquanto aprendem a administrar e expressar suas emoções, especialmente durante esta fase intensa de desenvolvimento.