Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Por que certos monges e freiras vivem “atrás das grades”?

CLOISTER NUN
Compartilhar

Pode até parecer uma prisão, mas, para eles, o claustro é um presente de Deus

Quando discutimos sobre as várias ordens religiosas, o fato de alguns homens e mulheres escolherem viver “atrás das grades” pode confundir algumas pessoas. O “claustro” parece um conceito estranho. Mas, na realidade, vai muito além do que aparenta.

A palavra “claustro” vem do latim claustrum, que quer dizer “espaço fechado”. Na prática, o claustro se refere à área fechada atrás do muro que cerca um mosteiro. Esta característica arquitetônica destaca o fato básico de muitos religiosos se comprometem com uma vida fisicamente separada do resto do mundo. Eles dificilmente pisam fora das paredes da clausura, exceto em raras ocasiões para os compromissos necessários, como uma visita ao médico, por exemplo. Se membros da família ou amigos os visitam, eles os recebem em uma sala especial, onde o monge ou a freira permanece atrás de uma tela de arame ou grade de metal.

Esses monges e freiras escolheram, livremente, este estilo de vida, concentrando suas atenções exclusivamente em Deus, sem permitir que qualquer questão mundana os distraia.

Eles seguem rigorosamente as palavras de Jesus: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!” (Mateus 19:21). Claro que isso não é uma coisa fácil de fazer e Deus não chama todo mundo para este estilo de vida radical.

No entanto, o chamado ao claustro é um belo presente de Deus, que leva à liberdade, não ao cativeiro. A irmã dominicana Mary Catharine explica:

 “O claustro liberta-nos imensamente! Um dos maiores temores daqueles que discernem uma vocação contemplativa é que o claustro é visto como uma liberdade esmagadora, mas é exatamente o oposto.

O claustro nos amplia. Ele nos liberta de tantos cuidados e preocupações, até mesmo de algo tão simples como não se importar com uma mancha no meu escapulário!

O claustro é o “Jardim Fechado” do Cântico dos Cânticos. Nossa vida é inteiramente centrada em Cristo, nosso esposo. A clausura papal é um grande presente da Igreja, que nos permite viver bem a nossa vida contemplativa.

Quando tenho que deixar o recinto para algo necessário, fico sempre feliz por estar de volta. O mundo é tão barulhento, tanto de maneira audível quanto visual. Eu realmente não entendo como as pessoas ficam sãs!”

Outra irmã enclausurada disse ao New York Times: “você vai para o convento para encontrar solidão, e você encontra Deus, e você encontra você mesma”.

Surpreendentemente, uma vida dedicada à oração, em vez de isolar uma pessoa do mundo, aproxima-a muito mais dele. Uma freira acrescentou: “Com uma presença física no mundo, eu só poderia ser uma pessoa com duas mãos e dois pés… Mas, através da oração, sinto que posso alcançar mais os meus irmãos e irmãs. A dimensão espiritual é ilimitada”.

São João Paulo II destacou o valor da vida de clausura em sua carta às pessoas consagradas: “Instituições totalmente dedicadas à contemplação entregam-se a Deus somente na solidão e no silêncio e através da oração constante e da pronta penitência. Não importa quão urgentes sejam as necessidades do apostolado ativo, tais comunidades sempre terão um papel distinto a desempenhar no Corpo Místico de Cristo ”.