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Começa diálogo na Nicarágua entre críticas e ambiente conturbado

NICARAGUA
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Um aguardado diálogo nacional começou nesta quarta-feira (16) na Nicarágua com o presidente Daniel Ortega sendo duramente questionado, após não conseguir acalmar os ânimos em quase um mês de protestos contra o seu governo e que já deixam 58 mortos.

A Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN), presidida pelo cardeal Leopoldo Brenes, tem um papel mediador na ação, na qual os setores estudantis, empresários e grupos da sociedade civil que se opõem ao governo buscam uma democratização e, inclusive, a renúncia do presidente.

As conversas aconteceram no seminário de Nossa Senhora de Fátima, sudoeste de Manágua, onde foi mobilizada uma ampla operação de segurança.

Ortega iniciou o seu discurso desconectado da crise atual, evocando a guerra que deixou 50 mil mortos contra a ditadura da família Somoza e seus sete anos na prisão.

Mas foi interrompido várias vezes com gritos de “chega de repressão” e “assassino” por representantes estudantis que participavam.

“Viemos exigir agora mesmo que ordene o fim imediato dos ataques. Você é o chefe dos paramilitares de seus tropas e turbas adeptas ao governo”, declarou o dirigente da coalizão universitária, Lester Alemán.

O bispo de Estelí, Abelardo Mata, acrescentou que “isso não é um pedido, é uma exigência da Conferência Episcopal: que a Polícia vá para os quartéis e deixe a CIDH atuar”, exortou o prelado, em alusão a uma missão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Diante da situação, Ortega parou seu discurso para afirmar que “não se pode deixar que continue escorrendo o sangue dos irmãos na Nicarágua” e que “a Polícia tem ordens de não disparar” nos manifestantes.

O governo está interessado em fazer justiça pelos mortos nos protestos e, “por isso, convidamos” a CIDH, disse Ortega.

Os que protestam “não são anjinhos”, lançou, acrescentando que quem não participa dos protestos reclama que os deixem “trabalhar e circular em paz, que não destruam seus negócios e não matem os nicaraguenses”.

Ortega acusou que da Universidade Politécnica (Upoli), onde estão entrincheirados estudantes desde 19 de abril, “saem grupos paramilitares, de lá saem armas. Vão para a Upoli, lá encontram um arsenal de armas, fuzis, bombas e saem para agir”.

Estudantes da Upoli, que continuam na universidade, negaram as acusações de Ortega e anunciaram que não vão desistir.

“Pedimos que a população não nos abandone”, disse uma estudante com o rosto coberto com uma blusa.

“Íamos negociar, (mas) agora exigimos que Daniel Ortega e sua família saiam, não os queremos neste país”, acrescentou a jovem.

Centenas de estudantes e cidadãos marcharam da Universidade Centro-Americana (UCA) até o seminário de Nossa Senhora de Fátima para apoiar seus representantes na mesa de diálogo, mas foram impedidos pela Polícia, que estabeleceu um perímetro de segurança.

(AFP)

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