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A maconha não faz mal? Então veja este testemunho

SAD

CURAphotography - Shutterstock

Reportagem local - publicado em 28/05/18

Fazenda da Esperança

A Fazenda da Esperança acolhe pessoas com idade entre 15 e 45 anos que desejam livremente se recuperar de drogas, álcool e tantos outros tipos de vícios.

Quem pretende enfrentar esse desafio dá o primeiro passo mediante uma carta escrita de próprio punho, manifestando os motivos da sua vontade de buscar vida nova.

O interessado em uma vaga deve enviar seu pedido de ajuda à comunidade mais próxima de sua residência. Assim, possibilita a seus parentes visitá-lo a partir do terceiro mês, quando os relacionamentos são reatados, a fim de superarem juntos os problemas gerados pelas drogas e pelo álcool.

O candidato recebe uma explicação dos procedimentos e das regras a serem seguidas para se tratar em uma das comunidades da Fazenda da Esperança.

No dia da entrevista, são exigidos documentos, exames médicos e sobriedade. O acolhimento é feito pela equipe de coordenação local e depende principalmente da disposição pessoal e vontade de se recuperar, demonstradas pelo candidato.

Testemunhos

São muitos os testemunhos publicados nos boletins da Fazenda da Esperança daqueles que entraram no mundo das drogas através da maconha.

Eu comecei usando maconha e alguns anos depois conheci a cocaína, a partir daí eu já não usava drogas, mas a droga me usava. Usei cocaína por mais de cinco anos, fui perdendo a vergonha e a dignidade, mostrei muitos defeitos de caráter. (J.M.A., 42 anos)

Eu comecei a usar drogas quando tinha 18 anos, eu menti para meus pais, saí com amigos que eles não conheciam. Fumei maconha, depois senti que queria outra coisa e provei cocaína. Foi quando conheci o pai do meu filho, começamos a sair. Ele vendia drogas, traficava e era criminoso. Com ele experimentei pasta base e o crack, que mais me viciou. (G.Q., 31 anos)

Comecei a fumar cigarro, consumir álcool e em seguida a maconha. Isso com uns 12 anos de idade. Aos 24 anos, consumia muito álcool e maconha, mas experimentei cocaína. Foi quando afundei. No início, era só nos fins de semana e, com o passar do tempo, passei a fazer uso diário. (M.C., 32 anos)

Metodologia

Na Fazenda da Esperança, a recuperação fundamenta-se no tripé: espiritualidade, convivência e trabalho.

1. A espiritualidade é a base presente em todos os momentos e atividades.

Na vida de drogadição e alcoolismo, a espiritualidade não mais estava presente a não ser nos momentos de sofrimento quando pediam socorro: Deus, tire-me desta vida.

Na comunidade recebem todos os dias uma palavra do evangelho para meditar e principalmente colocar em prática. Rezam o terço e celebram a missa. Esse exercício de colocar os ensinamentos da Palavra de Deus como guia do trabalho e das convivências realizadas durante o dia, partilhando as experiências antes de ir dormir, é um novo estilo de vida.

A Fazenda da Esperança testemunha que a verdadeira Esperança, que não decepciona, é Jesus Cristo e encontram-na vivendo a Palavra de Deus. Porque cada Palavra que se vive, comunga o próprio Deus, pois Ele está na sua Palavra e em cada gesto de amor ao próximo. Praticando a Palavra, Deus e a Esperança crescem dentro de cada um.

2. Na vida anterior à acolhida, a convivência encontrava-se numa situação de calamidade. Com as pessoas mais próximas discussão, desentendimento, falta de compreensão; na rua briga, violência; em todos os lugares tudo era desamor. Na maior parte do tempo fugiam ou se escondiam dos encontros, principalmente, daqueles que amam.

Na organização da Fazenda da Esperança não há espaço para evitar a convivência. Os relacionamentos internos estão de tal forma estruturada que a onde for dentro da comunidade o jovem terá de conviver.

No quarto residem em grupo, nas refeições alimentam todos juntos, não há trabalho individual, 90% dos momentos de lazer são de jogos e atividades grupais, ressalva os que leem um livro, mesmo se retira para a capela é para criar um relacionamento com Deus.

Isso tudo não é para testar os nervos. Com certeza há conflitos e é uma oportunidade para aprenderem a superar o que buscavam evitar, nessas horas enxergam as próprias mazelas e conhecem as limitações pessoais. Apoiam-se na Palavra de Deus como ferramenta para nascer novas atitudes.

Os pequenos gestos de amor transformam rapazes e moças, que outrora tinham perdido todas as esperanças e as perspectivas de um futuro melhor, preparando-se homens novos e mulheres novas para retornar ao convívio da sociedade.

3. O processo pedagógico do trabalho na recuperação visa restabelecer força, criatividade, continuidade e autoestima do interno.

Levantar cedo com a responsabilidade de desempenhar uma atividade gera expectativas para uma nova vida. A proposta contempla afazeres no campo, nas fábricas ou onde a equipe determinar. O trabalho é de caráter terapêutico e ocupa oito horas diárias.

As ações na maioria das vezes são em grupo, o que favorece a troca de experiência e a aprendizagem, mas em primeiro lugar a desenvolver-se como membro de uma equipe.

Na rua não tinha rotina, perdia-se a hora de tudo e o trabalho ajuda a mudar a mentalidade desenvolvida nos anos perdidos no mundo das drogas e do álcool.

Continuamente cada aspecto vai ser aprimorado e no trabalho também o jovem se prepara para retornar a sociedade, onde seu futuro dependerá de cada uma das facetas da metodologia da Fazenda da Esperança.

Mais informações e unidades da Fazenda da Esperança em: http://www.fazenda.org.br

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Tags:
DrogasPecadoValoresVícios
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