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Eric McLuhan, o cientista que morreu rezando

ERIC MCLUGHAN
Eric McLughan en 2009
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Ele morreu na Colômbia. Em um de seus bolsos, os médicos encontraram um símbolo de sua grande devoção a Nossa Senhora

Os paramédicos que atenderam Eric McLuhan quando um tromboembolismo pulmonar o surpreendeu no quarto do hotel em que estava hospedado, na Colômbia, encontraram com ele um terço com uma medalha que continha a imagem de São João Paulo II.

Para as pessoas que tiveram em primeira mão a notícia da morte do autor de 18 dos livros mais importantes da área de Comunicação, não há dúvida: McLuhan estava rezando antes de morrer.

O filho dele, Andrew McLuhan, confirmou, pouco depois, que Eric tinha o costume de rezar uma oração mariana várias vezes ao dia. Em todas elas, ficava com o terço na mão.

O terço foi um presente que Eric ganhou durante uma visita acadêmica à Universidade Católica de Torun, Polônia, e foi abençoado pelo amigo dele, o Papa Bento XVI, que, em três ocasiões, o convidou para conversar sobre fé, ciência e tecnologia no Vaticano.

A fé de Eric McLuhan era profunda, pois ele cresceu em um ambiente religioso depois da conversão ao catolicismo de seu famoso pai, Hebert Marshall McLuhan (1911-1980), conhecido no mundo inteiro como “o profeta da era digital”. Marshall McLuhan foi quem criou os conceitos de “aldeia global” e “o meio é a mensagem”.

Eric, doutor em Literatura Inglesa e bacharel em Ciências Sociais, era tão religioso que fazia o sinal da cruz na fronte, na boca e no peito quando passava em frente a um cemitério. Além disso, era devoto da Virgem Maria e de Santa Teresa. O professor estava na Colômbia para participar de um evento na Universidad de La Sabana, onde visitou uma capela mariana. Em entrevista à Aleteia, o filho dele disse: “foi um grande consolo saber que meu pai teve a oportunidade de expressar sua fé em nossa última viagem juntos”.

Mensagens finais

A morte do cientista social canadense, de 77 anos, comoveu a todos, especialmente os que estavam na universidade colombiana. Eric McLuhan era o convidado de honra para o lançamento do doutorado em Comunicação da Universidad de La Sabana.

Segundo o professor Fernando Cvitanic, na noite de 18 de maio de 2018 (um dia antes de sua morte), McLuhan proferiu a conferência “Ecologia dos meios no século XXI”. Na exposição, o pesquisador discutiu a influência dos meios de comunicação e o impacto das redes sociais na vida moderna.

Sobre a influência do mundo digital na sociedade contemporânea, ele disse que “vivemos na velocidade da luz, ou seja, em todos os tempos e em todas as culturas ao mesmo tempo. E cada cultura no mundo é multicultural”. O teórico da Comunicação ainda destacou a importância das artes neste contexto, pois, segundo ele, a arte é “indispensável para a sobrevivência humana, pois muda nossa resposta sensorial”.

Em sua última conferência, Eric McLuhan disse também que os meios de comunicação tradicionais “têm um futuro maravilhoso como forma de arte e conteúdo”. No entanto, alertou que é necessário que esses meios estejam preparados, pois todos os novos meios são globais e impõem uma nova cultura.

Pouco antes de concluir sua exposição, sem que ninguém imaginasse que ele estava a poucas horas de sua partida, o professor afirmou com toda naturalidade: “Não é preciso ter medo da morte… é uma realidade que vai chegar a todo mundo”.

O corpo de Eric McLuhan foi levado ao Canadá, onde foi velado no tempo de São Jorge, em Ontário, onde Eric viu sua fé fortalecer ao longo da vida.