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Atacante de Liège, um criminoso reincidente convertido ao islã

POLICE

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Agências de Notícias - publicado em 30/05/18 - atualizado em 01/06/18

Benjamin Herman, o belga de 31 anos autor do ataque de Lieja, é um velho conhecido da justiça belga desde a adolescência, com condenações por roubo o consumo de entorpecentes, convertido ao islã em 2012 na prisão.

Um dia depois do “assassinato terrorista” de três pessoas, a Bélgica se perguntava sobre as motivações que levaram um homem considerado a princípio “não perigoso” na prisão, segundo o ministro da Justiça Koen Geens, a matar a duas policias e um jovem de 22 anos.

Herman se aproveitou de uma permissão penitenciária, uma espécie de indulto, com o objetivo de preparar sua reinserção, “uma decisão normal” segundo Geens, para agir. “Ele teve 13 permissões penitenciárias desse tipo que se desenvolveram bem”, explicou o ministro à rádio La Première na quarta-feira.

O que lhe passou pela cabeça? Quem era realmente Benjamin Herman?

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque nesta quarta-feira, e declarou, mediante comunicado, que Herman era um de seus “soldados”.

“É um delinquente que se converteu”, resume o especialista belga em islã, Alain Grignard. “As pessoas querem rótulos bem definidos: ‘delinquente’, ‘terrorista’. A realidade está no meio de ambas”, acrescenta o professor da universidade de Liège.

Nascido em 12 de janeiro de 1987 em uma família de Rochefort, um município no sul da Bélgica famoso por sua cerveja, Herman teve seus primeiros problemas com a justiça aos 16 anos.

Em 2003, ingressa em um centro fechado para jovens infratores em Everberg, na província de Brabante Flamenco (centro). Seus primeiros delitos? “Incêndio provocado, agressão com lesões, resistência à autoridade”, informou o jornal La Meuse.

Seu irmão Dimitri, três anos mais novo, segue seus passos, e os dois “passam várias vezes pelos juiz de menores”, acrescenta o jornal.

Com a passagem do tempo, o casal de irmãos, “viciados em cocaína e heroína”, multiplicam os “pequenos golpes” para conseguir suas doses. Em 2008, cometem o primeiro assalto, com uma arma falsa.

Desde a terça-feira, a imprensa belga apresenta Benjamin Herman como um delinquente muito instável e violento pela dependência química.

-‘Um desejo suicida’-

Segundo uma fonte próxima à investigação consultada pela AFP, o ataque de terça-feira representa uma “salto adiante” de um assíduo frequentador das prisões com dificuldades de vislumbrar um destino diferente.

Na quarta-feira, Koen Geens detectou “um desejo suicida” na atitude de Benjamin Herman, que “levou com ele três pessoas totalmente inocentes”.

“Converteu-se à religião muçulmana – acredito eu – em 2012, ao frequentar outro presídio em Arlon (sul)”, acrescentou o ministro da Justiça, que se mostrou prudente sobre sua suposta radicalização.

O serviço de Inteligência belga sabia que ele havia estado em contato com pessoas radicalizadas. Mas “essas informações são de 2016 e começo de 2017” e “não foram confirmadas desde então”, informou nesta quarta-feira a procuradoria federal belga.

“Havia sinais de radicalização na prisão, mas essa radicalização foi a que o levou a agir? (…) Devemos esperar o resultado da investigação”, disse o ministro do Interior, Jan Jambon.

Recentemente, foi negado a Benjamin Herman a liberdade condicional e a combinação de penas que ele ainda tinha que cumprir não permitiam que ele saísse da prisão antes de 2020.

Segundo uma fonte próxima à investigação, sua maior condenação remonta a 2010, quando foi condenado a uma pena de 4 anos de prisão por roubo com violência.

Após a permissão de 36 horas, ele deveria ter voltado na terça-feira para a sua cela na prisão de Marche-en-Famenne (sul) às 19H30 locais (14h30 de Brasília). Nove horas antes, decidiu realizar o ataque violento que acabou com sua vida e com a de outras três pessoas.

(AFP)

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