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O Sacramento da Crisma

© Kamil Szumotalski/ALETEIA
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Precisamos ser fortes, na graça de Deus, para enfrentar, com vigor, os ataques internos e externos que colocam em risco a nossa fé

O sacramento da Crisma dá ao batizado – de modo efusivo, como no dia de Pentecostes – o Espírito Santo a fim de que seja o fiel fortalecido na sua vida interior de fé, encorajado e animado para a profissão externa dessa mesma fé, ou seja, leva-o a olhar para o bem do próximo (cf. B. Bartmann. Teologia dogmática. vol. III (Paulinas), p. 118). Detalharei a definição.

Sacramento da Crisma: sempre no feminino, pois quer dizer Unção. O crisma nomeia apenas o óleo usado nesse sacramento, e não o sacramento em si. No século V, a Crisma passou a ser designada também como Confirmação [do Batismo].

Dá ao batizado – de modo efusivo, como no dia de Pentecostes –, o Espírito Santo a fim de que seja o fiel fortalecido na sua vida interior de fé: sim, no Batismo se recebe o Espírito Santo, mas não, de modo efusivo, como em Pentecostes (cf. At 2,14). Daí, os fiéis já batizados da Samaria ganham, por meio de Pedro e João –, pela oração e imposição das mãos – o Espírito Santo (cf. At 8,14-19).

A partir desse fato, vem uma respeitável constatação de Bartmann, na obra citada, p. 121: “Certamente, o Batismo de Felipe era em si perfeito e produzia, como afirma constantemente o Novo Testamento, a remissão dos pecados e a comunicação do Espírito Santo. Mas existiam e existem graus de comunicação do Espírito e somente a imposição das mãos dos Apóstolos dava-lhe a plenitude. E esta imposição das mãos era verdadeiramente um ‘ministério apostólico reservado’” (itálico meu). Em síntese, o Espírito Santo é dado, no Batismo, como dom inicial e, na Crisma, como dom em toda sua plenitude para o fortalecimento interior do batizado.

De fato, precisamos ser fortes, na graça de Deus, para enfrentar, com vigor, os ataques internos e externos que colocam em risco a nossa fé. No âmbito interno, as paixões desregradas e o egoísmo, por exemplo; no externo, a perseguição, a tentação do amortecimento da fé ou do deixar- se levar pela ideia “politicamente correta”, mas nem sempre verdadeira, do ambiente em que se vive etc.

Por falar em oposição à fé que professamos, cabe recordar o cuidado a se ter com alguns meios de comunicação de massa ou com ambientes universitários nos quais a Igreja é – ora velada, ora abertamente – atacada. A guarda da fé exige fiéis preparados para não se deixarem levar pela onda.

Aliás, “esta é a razão pela qual todo batizado tem a obrigação de receber também a Confirmação logo que tiver essa oportunidade. Sabemos que Jesus não instituiu nenhum dos sacramentos só ‘pelo gosto de fazê-lo’: Jesus instituiu cada sacramento porque, na sua infinita sabedoria, previu que careceríamos de graças especiais para determinadas circunstâncias” (L. Trese. A fé explicada, p. 255-256).

Encorajado e animado para a profissão externa dessa mesma fé, ou seja, leva-o a olhar para o bem do próximo: fortalecido, interiormente, o fiel deixa verter seu grande dom para o exterior ao fazer o bem ao próximo.

Comparado com a adolescência, fase na qual se passa a ganhar espaço maior na família e na sociedade, “o cristão crismado começa a ver cada vez com maior clareza (ou deveria fazê-lo) a sua responsabilidade para com Cristo e o seu próximo. Compromete-se profundamente (ou deveria fazê-lo) com o bem de Cristo-no-mundo, que é a Igreja, com o bem de Cristo-no-próximo. Nesse sentido, a Confirmação é um crescimento espiritual”.

Ainda: “Agora compartilhamos com Cristo a sua missão de estender o Reino, de adicionar novas almas ao Corpo Místico de Cristo. As nossas palavras e atos já não se dirigem meramente à santificação pessoal, mas vão, além disso, fazer com que a verdade de Cristo se torne real e viva para aqueles que nos rodeiam” (L. Trese. A fé explicada, p. 251). Continuarei na próxima semana. Até lá!