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Como fazer amigos e influenciar pessoas… de acordo com o santo “mais simpático” do mundo

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Jacob Lund - Shutterstock
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Estes 4 segredos de Filipe Néri podem nos ajudar a ter mais sucesso na vida

Dale Carnegie, em seu influente livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, escreve: “Fazer amigos começa com a simpatia”. Simples, certo? A simpatia é um traço de caráter que é composto de muitos outros bons traços. Carnegie fala sobre se interessar pelos outros, ouvir, nunca criticar, lembrar nomes e sorrir. Sabendo, no entanto, que esses hábitos exigem muita prática, e pessoas como eu são muito ruins com isso, ele adverte: “se quer tirar mel, não espante a colmeia”.

Carnegie é bem conhecido por escrever sobre amizade, mas há muitas pessoas por aí que são exemplos brilhantes dessa arte. Uma delas é São Filipe Néri, cuja festa é celebrada em maio. Filipe era um sacerdote que vivia em Roma no século 16 e tinha talento para conquistar amigos aleatórios e diversos. Louis Bouyer começa sua biografia de Filipe, escrevendo: “Foi dito de São Filipe Néri que ele atraía as pessoas para si mesmo como o ferro é atraído por um ímã”.

Qual era o segredo de Filipe? Aqui estão algumas lições práticas de sua vida sobre como nós, também, podemos ser conhecidos como amigos para muitos…

Não espere uma recompensa

Filipe de alguma forma reuniu um grupo de seguidores dedicados sem tentar fazer isso. Ele nunca manipulou pessoas ou teve segundas intenções em ser amigável. Ele acabou fundando e liderando um movimento chamado Oratório, que é uma sociedade dedicada a certos objetivos espirituais, mas ele nunca quis ser o líder. De fato, seus amigos tiveram que arrastá-lo para fora do pequeno quarto onde ele morava e o forçaram a se mudar para o prédio maior que o Oratório havia criado.

Quando conhecemos alguém pela primeira vez, não nos importa se podem ser úteis para nós ou para uma boa conexão no futuro. A amizade não é rede de relacionamentos, então vamos oferecer nossa boa vontade sem qualquer desejo de retorno sobre o investimento.

Trate todos igualmente

Não pensar – pelo menos um pouco – em como um amigo em potencial pode ser uma boa conexão social é difícil. Mesmo que seja difícil admitir, é um desafio não ser mais atencioso com pessoas que têm dinheiro e poder. Filipe resolveu esse problema recusando-se a fazer quaisquer distinções sociais, fazendo de cada pessoa que conhecia seu amigo. O grupo de pessoas que ele reuniu em torno dele incluía mendigos, nobres, músicos e ex-ladrões.

Carnegie diz que é raro uma pessoa ser completamente altruísta com amizades. Devemos tentar ser esse tipo de pessoa rara.

Convide pessoas para sua casa

Em uma era obcecada pelas redes sociais, o simples ato de ter convidados é tão cheio de ansiedade quanto olhar para o forno e esperar que seu suflê de chocolate não desmorone. Todos se preocupam se a prataria está suficientemente brilhante ou se a casa está limpa. Filipe morava em um pequeno imóvel, mas regularmente convidava amigos e lhes mostrava hospitalidade. Eu duvido que alguém reclamou que seus guardanapos não eram bons o suficiente.

Na minha experiência, o melhor lugar para realmente conhecer pessoas é convidando-as para nossas casas e passando tempo com elas, então eu digo que não se preocupe se a casa ou a cozinha não é perfeita; e goste de receber novos amigos.

Veja o melhor em todos

Filipe nunca julgou alguém de não ser digno de ser convidado para entrar em sua casa ou de se juntar a seu círculo de amigos. Ele sempre via o potencial de cada pessoa que conhecia e ignorava sua reputação. Ele frequentemente achava que a bondade humana trazia respostas incomuns. Por exemplo, um novo amigo chamado César, que se mudara para Roma, tinha tanta falta de graça social e suas maneiras eram tão rudes que Filipe o apelidou de “O Bárbaro”. Em meio às piadas, porém, ele sempre o tratava com respeito e amizade. E eis que César se tornou um homem bem sucedido e culto. Ele até quase se tornou papa!

Em seu famoso livro, Carnegie diz que, em vez de condenar as pessoas, devemos entendê-las. Foi o que Filipe Néri fez. E se todos nós levássemos um pouco mais de tempo para entender e ver o melhor naqueles que conhecemos, nossas vidas seriam muito mais alegres e, sim, muito mais amigáveis.