Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Receba o nosso boletim

Aleteia

Falece, como missionária no Japão, a freira mais idosa do mundo

Victoria de la Cruz
© Captura de Tela - YouTube
Compartilhar

Ela chegou a ser homenageada pelo governo japonês por sua obra de excelência em favor da juventude após a devastação da II Guerra Mundial

Faltando apenas 20 dias para completar 111 anos de idade, faleceu de parada cardíaca neste último dia 4 de junho a missionária espanhola irmã Victoria de la Cruz García, da Congregação das Adoradoras.

Conheça alguns fatos inspiradores sobre a sua vida e missão:

  • Victoria nasceu em 24 de junho de 1907, dia de São João Batista, em Málaga, no sul da Espanha.
  • Participou de exercícios espirituais na adolescência e, durante essa experiência de recolhimento e oração, sentiu o chamado a ser religiosa adoradora.
  • Entrou no noviciado de Guadalajara, mas, em 1931, a família a fez voltar para casa, em Málaga, devido à difícil situação do país, à beira da guerra civil (que de fato explodiria em 1936).
  • Victoria, porém, não desistiu: ela desejava ardorosamente voltar à vida religiosa e acabou conseguindo retornar ao convento.
  • Foi enviada como missionária ao Japão em 1936, chegando ao arquipélago após uma viagem de barco que durou dois meses.
  • Sofreu de longe as brutais incertezas sobre a segurança de seus familiares e compatriotas durante a devastadora Guerra Civil Espanhola (1936-1939).
  • Sofreu diretamente a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que afetou gravemente o Japão. Ela estava no país quando os Estados Unidos detonaram as suas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. Durante a guerra, as religiosas tiveram que procurar refúgio nas montanhas de Karuizawa, ao norte de Tóquio.
  • Após a guerra, trabalhou em vários colégios do Japão e se dedicou incansavelmente ao cuidado das jovens moças que, na miséria, migravam para a cidade.
  • Chegou a ser homenageada pelo governo do Japão graças ao seu trabalho missionário em prol da juventude.
  • Foi superiora em várias comunidades da sua congregação.
  • Nos últimos anos, vivia com a comunidade religiosa em Kitami, Tóquio, atendendo mulheres pobres e prestando-lhes ajuda para não se envolverem com a prostituição.
  • Tornou-se a religiosa mais idosa do mundo.
  • Mesmo com a idade avançada, continuou exercitando a sua mente privilegiada: por exemplo, lia jornais diariamente em inglês e em japonês.
  • Tocava tão bem as castanholas, instrumento musical típico da sua terra natal, que chegou a ser convidada por uma orquestra japonesa para acompanhá-la em alguns concertos.
  • Em 2017, apareceu num vídeo tocando com suas castanholas a popular canção “Que viva España“, junto com as irmãs da comunidade de Tóquio. O vídeo viralizou nas redes sociais e você pode conferi-lo abaixo:

Caso não esteja vendo o vídeo, acesse-o diretamente no YouTube por aqui.