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A corajosa oração dos cristeros mexicanos ao final dos seus rosários clandestinos

GUADALUPE
Marko Vombergar-ALETEIA
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"Concede-me que meu último grito na terra e meu primeiro cântico no céu seja: Viva Cristo Rei!"

O presidente mexicano Plutarco Elías Calles tornou-se conhecido como “o Nero do México” por conta da perseguição brutal que promoveu contra os católicos a partir da segunda metade dos anos 1920. Em 1926, um decreto oficial proibiu toda forma de culto público e ameaçou todos os padres com a prisão.

Tempos de trevas

O país afundou num anticatolicismo que levaria pelo menos 160 sacerdotes ao paredão de fuzilamento. As igrejas foram fechadas. As celebrações religiosas foram proibidas. As escolas católicas foram secularizadas, o que significa que, na prática, tornaram-se ateístas: nenhuma menção a Deus era tolerada. Crucifixos foram arrancados das paredes, imagens foram destruídas.

O Ir. Dominico, M.I.C.M., biógrafo do sacerdote mártir pe. Miguel Agustín Pro, relata em sua obra “Padre Pro: Um Mártir Moderno“, que o embaixador soviético no México garantiu a Calles que as suas políticas anticlericais estavam em perfeito acordo com os métodos comunistas. O ditador empregou dez mil agentes do governo, quase todos estrangeiros, em tarefas de monitoramento do povo, a fim de assegurar que o novo decreto fosse cumprido.

Tempos de luz

Mas o povo católico do México deu origem a um dos mais extraordinários levantes cristãos de que se tem notícia na história da humanidade, resistindo e reorganizando-se em defesa da fé naquela que veio a ser conhecida como a Guerra Cristera.

Heroicos martírios, protagonizados por católicos que abraçavam a morte ao brado de “Viva Cristo Rei! Viva a Virgem de Guadalupe!“, testemunharam a força do amor a Deus contra a brutalidade do ódio anticristão. Arriscando-se continuamente a sofrer confiscos de bens, perseguições e ameaças contra a própria família, prisão sumária, tortura e até a fuzilamento, uma multidão de católicos mexicanos se reunia clandestinamente, por pequenos grupos, para rezar e participar de missas proibidas. Entre as orações mais frequentes, é claro, estava o santo rosário.

E era ao final do rosário que os cristeros acrescentavam a seguinte oração, composta pelo mártir Anacleto González Flores, assassinado por defender a Igreja em 1º de abril de 1927:

Oração cristera ao final do rosário

Jesus misericordioso,

Meus pecados são mais numerosos que as gotas de sangue que derramaste por mim.

Não mereço pertencer ao exército que defende os direitos da Tua Igreja e que luta por Ti.

Quisera nunca ter pecado, para que assim a minha vida fosse uma oferta agradável aos Teus olhos.

Lava-me das minha iniquidades e limpa-me dos meus pecados.

Pela Tua Santa Cruz, pela minha Mãe Santíssima de Guadalupe, perdoa-me.

Eu não soube fazer penitência pelos meus pecados.

Por isso, quero receber a morte como um castigo merecido por eles.

Não quero lutar, nem viver, nem morrer se não for por Ti e pela Tua Igreja.

Mãe Santa de Guadalupe, acompanha em sua agonia este pobre pecador.

Concede-me que meu último grito na terra e meu primeiro cântico no céu seja: Viva Cristo Rei!

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