Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Por que o champanhe foi chamado de “vinho do diabo”?

Toast on new year
Pixabay
Compartilhar

Sinônimo de celebração e alegria, o consumo do champanhe chegou a ser proibido durante um tempo

A cultura do vinho na região da Champagne, na França, surgiu na Idade Média. Inicialmente, os viticultores só produziam “vinho branco”, ou seja, não efervescente. Para obter as finas borbulhas tão características do champanhe, o vinho tinha de ser fermentado duas vezes.

Garrafas possuídas pelo diabo?

O champanhe não tinha boa reputação. O clero chegou a proibir o consumo dessa bebida, que foi considerada o “vinho do diabo”. O motivo? Os viticultores de Champagne cometeram, sem saber, grandes erros que faziam com que as bolhas da bebida se tornassem explosivas.

Na região, a colheita da uva demorava e os viticultores da época não utilizavam recipientes de fermentação previamente. Uma vez prensadas, as uvas eram envasadas diretamente. Assim, não ocorria a primeira fermentação. Os viticultores pensavam que estavam fazendo a coisa certa e que, daquela forma, conservavam o máximo de aromas.

No entanto, como a fermentação não tinha sido concluída no momento do envase, o processo continuava dentro da garrafa. E, quando alguém ia abrir o vidro, ele explodia. Já imaginou a cara do padre quando uma garrafa estourava nas mãos dele? Incapaz de explicar o motivo do processo químico, o fenômeno foi atribuído ao diabo.

As inovações do monge Pérignon

No século XVII, Dom Pérignon entrou em cena. O famoso monge da Abadia de Hautvilliers começou a estruturar o processo de elaboração do champanhe e introduziu as técnicas que deram à bebida o sabor que conhecemos hoje.

Ele começou a usar a rolha de cortiça, que era introduzida na garrafa com a ajuda de um pedaço de madeira impregnado de óleo. Além disso,  reforçou as garrafas, adotando um vidro mais espesso para evitar a explosão. Apesar de tudo, ainda aconteciam algumas pequenas explosões. Foi preciso esperar o século XIX e os avanços trazidos por Pasteur na área da fermentação para que os mistérios do champanhe fossem desvendados.

Foi graças a um controle de qualidade magistral que este vinho voltou a cair nas graças da sociedade e perdeu seu “caráter diabólico”.

Mas, lembre-se: é preciso consumi-lo com moderação!

 

Tags:
Demônio