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Quer rezar com seu esposo/sua esposa mas está sem graça de pedir? Tente isso!

ZAKOCHANI, DŁONIE
Alvin Mahmudov/Unsplash | CC0
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Pode parecer um pouco estranho na primeira vez, mas vale a pena

“Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de nós, pecadores”.

Onze simples palavras – uma poderosa oração.

Depois de quase duas décadas de casamento, meu marido e eu finalmente descobrimos que proferir esta rápida oração antes que ele saia correndo para o trabalho ou antes de pegarmos no sono traz mais paz ao nosso casamento. Descobrimos também que o fato de rezarmos juntos pode nos impedir de pular do barco nesta jornada sacramental louca, linda e santificante chamada Matrimônio.

Mas por que demoramos tanto para aprendermos a rezar juntos, como um casal? Na companhia de nossos filhos, sempre agradecemos a Deus antes das refeições, fazemos orações espontâneas, inúmeras ofertas da manhã, rezamos o Terço e até mesmo a Liturgia das Horas. Mas só nós dois sozinhos – ou seja, sem nossos filhos – não; é algo novo para nós. Apesar de sermos ambos católicos e dedicados à nossa fé, sinto-me envergonhada em dizer que a ideia, no começo, surgiu com um certo constrangimento.

Pete e eu rezamos juntos ao longo dos anos, especialmente em tempos de crise, mas, recentemente, isso começou a ser mais regular em nossas vidas. Tudo graças a uma discussão que tivemos em um fim de noite. Sim, uma daquelas brigas terríveis, em que nenhum de nós conseguia pedir desculpa.  Então, pela graça de Deus, depois da discussão nós nos demos as mãos (sabendo que nossos filhos estariam acordados em quatro horas), rezamos o Pai Nosso, apagamos as luzes e fomos dormir.

Isso aconteceu outras vezes. Outras discussões, outros Pais Nossos. Embora a oração não estivesse fazendo de nossas vidas um mar de rosas, pelo menos estávamos juntos – e rezando.

Essas experiências nos levaram a pensar: “Se oramos juntos quando estamos com muita raiva, por que não darmos uma chance para a oração durante o tempo de paz”. Foi aí que entrou em cena a “Oração de Jesus” (aquela que está no começo deste artigo). Eu a descobri há alguns anos, quando o Bispo Barron sugeriu que eu lesse “Relatos de um Peregrino Russo”, o clássico livro católico oriental em que um viajante utiliza esta antiga oração como um método para cumprir o chamado de Cristo de “orar sem cessar”. Meu marido vinha fazendo a oração há anos, em virtude de sua afinidade com as questões ortodoxas.

Agora, a oração funciona para nós porque é curta (e poderosa). Depois de algumas tentativas fracassadas de terços noturnos e de acrescentar alguns guias espirituais e maritais em nossa coleção de livros empoeirados, a Oração de Jesus saiu dos nossos lábios numa manhã, enquanto eu procurava as chaves de Pete. Não consigo lembrar quem começou a rezá-la, mas ela tem sido uma ocorrência regular desde então. E uma vez eu até ponderei – e se nós mudássemos as palavras “tende piedade de nós, pecadores” para “tende piedade de nós, pecadores casados?”.

A resposta veio rapidamente: “não”. Pete e eu somos feitos de carne, e Deus sabe disso. Cada vez que oferecemos um breve abraço e fazemos esta rápida oração, estamos olhando para Deus, em vez de meramente um para o outro em busca de ajuda e realização. Além disso, estamos implorando por misericórdia e acreditando no que diz o Evangelho: “Não obtendes porque não pedis” (Tiago 4: 2-3).

Então, seja no caminho para a Missa ou no meio do carregamento do carro para as férias, tente isso: segure a mão do seu cônjuge e comece a orar – ele só vai achar estranho na primeira vez. Mas vai  se aproximar de você. Depois, você começaram a rezar juntos, e isso logo se tornará a base do seu casamento, tão normal e tão vivificante como simplesmente respirar o mesmo ar!

“Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de nós, pecadores”.