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O conselho mais importante de C.S. Lewis sobre o amor

COUPLE IN LOVE
Jacob Lund | Stocksy United
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Tenho tentado me tornar mais consciente sobre como eu uso a palavra "amor"

Eu acordo todas as manhãs como a maioria dos meus compatriotas milenares – bebendo uma xícara de café. Eu “amo” meu café. Eu não estou sozinho; toda a nossa cultura desenvolveu uma paixão pela bebida.

Também sou casado há cinco anos e já disse a minha esposa, Meghan, que a amo, milhares de vezes. Eu viajo quase todas as semanas e sempre me asseguro de dizer a ela que a amo logo antes de sair pela porta. Antes de decolar eu também mando uma mensagem lembrando-a que eu a amo. Mas, curiosamente, eu provavelmente proclamei meu amor pelo café com a mesma frequência.

O teólogo católico, autor e orador Dr. Edward Sri fala frequentemente sobre isso, descrevendo nossa tendência de usar a palavra “amor” para as coisas mais benignas. É claro que não tenho uma afeição ou desejo tão forte por café como por minha esposa, mas constantemente me vejo sem a eloquência de me expressar de maneira diferente. Então, eu tenho tentado me tornar mais consciente sobre como eu uso a palavra.

Então, preparei uma garrafa de café (o ponto de partida natural da minha consulta), servi uma xícara e me voltei para meu amigo de confiança, Clive Staples Lewis, para uma leitura e orientação.

C.S. Lewis contemplou a mesma questão durante sua vida, e escreveu seu clássico The Four Loves (Os Quatros Amores) em resposta à sua busca pela resposta: “O que queremos dizer com amor?”. Ele descobriu que os antigos gregos não estavam tão presos à língua e diferenciaram seus termos para o amor com muito mais precisão do que conseguimos.

O primeiro tipo de amor que ele descreveu foi “afeição”…

Nossa biologia trabalha para provocar afeição. Pensei no momento em que segurei minhas filhas pela primeira vez e a afeição irresistível que tive por elas. Eu fui imediatamente ligado. Também cresce com familiaridade. Recordei as incontáveis noites servindo algumas taças de vinho e assistindo a uma comédia com Meghan, sem nem precisar falar – apenas sentados na companhia um do outro e desfrutando da familiaridade. Pensei em como era um alívio poder deixar meus modos formais de lado e ser apenas eu mesmo, e dos muitos momentos em que abrimos caminho para essa abençoada informalidade à medida que nos conhecíamos durante o namoro. Sim, eu tenho uma abundância de afeição por minha esposa, mas posso dizer que recebo um pouco de conforto familiar do meu café da manhã também. Eu recebo aquela onda de afeição quando meu filho de dois anos olha para mim.

O segundo tipo descrito por Lewis foi “amizade”…

Muitas vezes deixamos de valorizar a amizade como uma forma válida de amor. Não tendemos a procurar uma verdadeira amizade (pelo menos no caso do homem moderno), preferindo o domínio superficial do companheirismo. Trabalhamos com nossos companheiros, dividimos um trabalho com eles e conversamos com eles. Mas nos ligamos aos nossos amigos. Estamos lado a lado, seja um time esportivo, clube de colecionadores de selos ou uma filosofia de vida. Nós viajamos juntos com amigos.

Mais uma vez, penso em minha esposa e nossa amizade – como nos relacionamos com jogos de tabuleiro, cerveja Bourbon e cervejas artesanais, séries como Prison Break e The Walking Dead, e nossa fé e virtude. Também estamos lado a lado, viajando juntos pelo grande caminho cansativo da paternidade. Temos uma amizade profunda, com certeza, mas há outra camada natural para o amor que compartilhamos.

Nós também temos “romance”…

Claro, o romance é enterrado sob uma pilha de roupa às vezes, e afogado pelo lamento de duas crianças, mas ainda está presente. Ele permite que você diga que prefere sofrer mágoa e dor (“nos bons e maus momentos”) do que ficar sem a sua amada. E posso dizer que tenho muito disso para Meghan.

Mas há um tipo mais profundo de amor dirigindo todos esses amores…

Todos esses amores são instrumentos de “caridade” – a forma suprema de amor.

A caridade me leva a ajudar a cuidar da casa, das finanças, sacrificando minha felicidade pessoal em vários momentos pelo bem da minha esposa. A caridade permite que meu casamento seja uma vocação que eu vivo e não apenas uma escolha de colega de quarto. Isso reacende meu carinho, amizade e romance com Meghan. E, finalmente, isso me faz querer levantar, preparar outro bule de café e compartilhar toda essa conversa com ela.