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Minha filha vai se casar e quer gastar uma fortuna com a festa!

WEDDING

Photo by Sweet Ice Cream Photography on Unsplash

Katrina Fernandez - publicado em 22/06/18

"Tivemos que colocar limites e ela quer pedir empréstimo para cobrir o que nós 'nos negamos' a pagar. Não quero que ela comece o casamento com uma dívida"

De um leitor da edição de Aleteia em inglês:

Minha filha de 24 anos se casa no começo do ano que vem e os planos do casamento estão saindo de controle. Ela é inteligente, mas está decidida a ter o casamento mais extravagante que o nosso dinheiro pode pagar. Minha esposa e eu temos boas condições econômicas, mas trabalhamos a vida toda para isso, e, se conseguimos um nível bastante confortável, foi justamente porque nunca esbanjamos dinheiro. Isso a nossa filha não consegue entender. Tivemos que colocar um limite no orçamento e agora ela quer pedir um empréstimo para cobrir os gastos que nós “nos negamos” a pagar. Eu não quero que a minha filha comece a vida de casada pagando o empréstimo da festa, quando bem poderia estar pagando uma casa. Minha esposa e eu não conseguimos convencê-la de que isso é um desperdício e uma péssima ideia. Se não a ajudarmos, ela vai pedir o empréstimo, mas simplesmente não achamos razoável pagar 100.000 dólares por uma festa de casamento.

Resposta da colunista Katrina Fernandez:

A minha principal preocupação é com a “ameaça” de pedir um empréstimo para o casamento se vocês não fizerem a vontade dela. Essa demonstração de imaturidade da sua filha talvez sinalize que ela não entende o suficiente o que é o sacramento com o qual ela está prestes a se comprometer.

Um casamento é uma declaração pública de amor mútuo e para a vida toda, além de ser o começo de uma família. Faz todo o sentido que se deseje começar essa vida nova com os melhores alicerces possíveis e não com uma dívida exorbitante. Vocês têm razão; as duas ideias são, evidentemente, péssimas: tanto o empréstimo para uma festa de casamento quanto gastar 100.000 dólares na celebração.

Como sacramento, a celebração do casamento é o rito de iniciação à vida matrimonial. Deveria ser entendido e tratado com reverência e solenidade, não como exibição de riqueza.

Pedir um empréstimo num valor enorme para fazer uma festa que vai além dos próprios recursos econômicos é um erro crasso e vocês estão sendo sábios ao reconhecer a necessidade de um limite. De fato, se por um lado vocês não podem impedir a sua filha de pedir um empréstimo, por outro lado vocês podem definir quanto do seu dinheiro pode ser destinado a contribuir com esse gasto. Digam à sua filha o que vocês podem se permitir e sugiram a ela que faça um ajuste no orçamento e nas expectativas ou que comece uma poupança para a festa em vez de pedir um empréstimo.

Considerando que hoje em dia não é mais tão comum que a família da noiva banque tudo sozinha, eu suponho que o noivo e a família dele também pretendem contribuir de algum modo. Mas o mais importante é que a sua filha e o seu futuro genro entendam que a responsabilidade pela festa de casamento é deles também. Com isto e, principalmente, com o entendimento do matrimônio como sacramento, eles vão perceber rapidamente o quanto é sábio cortar as extravagâncias.

Eu me lembro que, quando fiquei noiva, também estava com a cabeça cheia de expectativas de conto de fadas, mas assim que comecei a planejar a sério o casamento, fiquei espantada com o quanto tudo era caro e não demorei muito a colocar os pés de volta na terra.

Não vai cair mal à sua filha uma dose saudável de realidade para que ela reoriente as suas prioridades a partir da natureza sacramental do matrimônio.

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