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A origem dos nomes das notas musicais: um hino católico a São João Batista!

Guido d'Arezzo notas musicais
Creative Commons
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Composto há mais de 1200 anos por um monge beneditino, o hino inspirou outro monge beneditino a batizar a escala musical

Os nomes das notas musicais, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, têm quase 1000 anos de idade e brotaram de uma fonte mais antiga ainda: eles vêm de um hino a São João Batista, composto há 1200 anos, no qual cada frase era cantada um grau acima na escala.

Os nomes das notas vêm da primeira sílaba de cada uma dessas frases, com apenas duas adaptações: o “ut” foi trocado por “” para facilitar o solfejo, enquanto o “si” é formado pelas iniciais de Sancte Iohannes (“ó São João”).

Eis o hino em latim, conhecido como “Ut queant laxis” ou “Hymnus in Iohannem“:

Ut queant laxis
Resonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum
Solve polluti
Labii reatum
Sancte Iohannes.

Como a construção das frases em latim é diferente da habitual em português, apresentamos abaixo uma tradução que segue a ordem das palavras mais usual em nossa língua:

“Ó São João,
limpa a culpa do lábio impuro,
para que os servos possam
ressoar a pleno pulmão
as maravilhas dos teus feitos”.

Este hino foi composto no século VIII pelo monge beneditino Paulo Diácono, que também era historiador. Ele vivia na Lombardia, no norte da atual Itália, que ainda não era unificada. Já no século XI, outro monge beneditino recorreu a esse cântico para nomear os sons hoje tão conhecidos dessa escala: o também italiano Guido D’Arezzo.

Guido d’Arezzo, que era grande conhecedor da arte musical, regia o coro da catedral de Arezzo. Por ter sido o responsável pela nomeação das notas musicais, ele se tornou uma das figuras mais importantes da história da música.

Você quer ouvir este hino gregoriano completo? Aqui está:

A Igreja, as artes e a ciência

Esta é apenas uma das inúmeras contribuições da Igreja católica às artes e às ciências ao longo dos séculos, apesar da implacável e poderosa campanha de desinformação que, principalmente nos últimos quinhentos anos, tenta passar ao mundo a falsa imagem de uma Igreja inimiga do conhecimento.

Acesse o artigo abaixo para conhecer grandes sacerdotes católicos a quem a ciência deve conquistas imponderáveis: