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Viúvo, 66 anos, três filhos e, agora, padre

FR LAMBERTO RAMOS,ORDINATION
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A história de Pe. Lamberto nos ajuda a refletir sobre como estamos cumprindo a nossa missão cristã de amar como Jesus ama

“Como ele vai virar padre sendo assim, tão engraçado?”. Foi essa a pergunta que a minha avó me fez quando meu irmão, que era conhecido por seu bom humor, entrou no seminário. Eu sorri para ela, enquanto pensava comigo mesmo: “Por que homens engraçados não podem ser padres? A alegria não é uma faceta importante da santidade?”. Mesmo assim, entendi por que ela ficou surpresa pelo fato de o seu neto engraçado e encantador estar considerando o sacerdócio. Como muitos filipinos mais velhos, ela ainda via a vocação segundo a ótica de alguns estereótipos: se você é sério ou de fala mansa, você pode pertencer à vida consagrada; se você é barulhento, engraçado ou elegante, fica no hall dos casados.

No entanto, sabemos que a santidade não é algo relacionado a um tipo específico de personalidade, mas uma vocação a que todos somos chamados – todos nós. A santidade é para todos, independentemente do estilo de vida ou do estado civil.É por isso que o matrimônio e a vida consagrada são duas expressões do mesmo mistério: o dom completo, em resposta ao dom de Cristo para sua noiva, a Igreja.

Essa ligação entre o casamento e a vida consagrada vai além do discernimento teológico.
Também vemos isso na história do padre Lamberto Ramos, que se tornou sacerdote no dia 1º de junho de 2018, na diocese de Antipolo, nas Filipinas.

De marido apaixonado a padre

Recém-ordenado, Ramos tem 66 anos. Ele nasceu em 19 de setembro de 1951, em Malolos, Bulacan, e se juntou ao seminário menor no ensino médio. Depois, completou um curso de Filosofia no seminário de São Carlos, em Manila. Quando era professor em uma escola católica, ele ouviu um chamado para o matrimônio. Foi depois que conheceu Vilma, a qual se tornou sua esposa. Eles se casaram em 1975 e tiveram três filhos.
A oração, especialmente antes da Eucaristia, ocupou um lugar central na vida de Lamberto e Vilma. Nos últimos anos do casamento deles, os dois participavam da Missa diariamente.

Em 2007, Vilma foi diagnosticada com câncer. Mesmo com pesadas responsabilidades profissionais, Lamberto dedicou muito tempo a cuidar de Vilma. Quando ela morreu, em 2014, eles tinham 34 anos de casamento.

Como desconfiava que a esposa estava morrendo, Lamberto disse a ela o quanto ele a amava. Também pediu perdão por não lhe dar tanta riqueza material quanto prometera. Entretanto, a resposta dela o surpreendeu: “Lamberto, torne-se padre, essa é toda a riqueza que eu desejo.”

Depois que a mulher morreu, Lamberto lutou contra a tristeza por dois anos. Tentou namorar, mas, em suas orações, começou a sentir que Deus o convidava a retornar ao seminário. Foi quando ele se lembrou do pedido de Vilma.

Por que ele escolheu se tornar padre?

Quando alguém pergunta por que ele se tornou padre, Lamberto explica que queria usar sua experiência profissional em Marketing para comunicar o Evangelho de maneira mais eficaz. Ele diz também que os padres não podem mais esperar que os leigos ouçam os sermões como faziam antes; os sacerdotes têm que pregar de uma forma que apele à experiência comum, porque a principal tarefa do sacerdote é inspirar as pessoas comuns a traduzirem “o mistério da vinda de Jesus Cristo diariamente, em suas vidas”.

“Minha volta ao seminário não foi só por causa do desejo de minha falecida esposa. Tenho um monte de motivos para ser padre”, disse Ramos ao site Philippine Daily Inquirer.

Ele também convida os que pensam no sacerdócio a discernir cuidadosamente suas motivações. Ele os aconselha a entrar no seminário somente por amor a Deus, não por qualquer outro motivo.

Uma questão a ser ponderada

Enfim, a experiência do Pe. Lamberto nos ajuda a ver como a vocação cristã de amar como Cristo ama pertence a ambas as vocações. Por causa deste mistério, todos os cristãos são chamados a serem transformados pelo mesmo amor e pela mesma santidade. Então, ainda que não sejamos padres ou freiras, a história de Lamberto nos convida a refletir sobre essa questão: como respondemos a cada dia ao chamado cristão de amar como Jesus ama?