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Todos serão iguais em glória no céu?

HEAVENS GATE
2jenn | Shutterstock
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Será que todo mundo receberá a mesma recompensa no céu ou haverá diferenças?

Haverá no Céu coisas comuns entre os eleitos: o objetivo: adorar a Deus; o corpo: que será glorioso; o tempo: que será eterno.

No entanto, também haverá distinções entre as almas. Não se sabe ao certo o número ou as peculiaridades dessas distinções, mas sabemos que elas existirão.

Jesus diz que quem recebe um profeta terá a recompensa de profeta e que quem recebe um justo terá a recompensa de um justo (MT 10, 41-42).

Na parábola das libras também diz que o comerciante com dez libras ganhou o domínio de dez cidades e que o comerciante com cinco libras ganhou o domínio de cinco cidades (Lc 19, 12).

Também São Paulo diz que, assim como o brilho de uma estrela difere da outra, assim será na ressurreição dos mortos (1 Cor, 15-41).

O apóstolo também ensina que colheremos na eternidade o que semeamos, e ainda que aquele que semeia com abundância colherá com abundância e o que semeia com moderação colherá com moderação (Gál 6, 7-9; 2 Cor 9-6).

O ato de semear refere-se, como já sabemos, às obras que praticamos. Existem as boas e más obras, e dentre as boas obras existe ainda uma graduação de generosidade.

Portanto, quem age com maior generosidade receberá mais generosamente, quem é mão de vaca na generosidade recebe moderadamente.

Generosidade em quê? No amor. Recebe o quê? O Amor.

A santidade consiste justamente em ser generoso no amor (amor a Deus e às coisas Celeste, e depois aos homem POR amor à Deus, ou seja, o amor aos homens leva o amante e o amado a Deus), essa generosidade dilata o nosso ser e este será repleto de glória e felicidade no Céu.

Todos serão plenos, repletos; no entanto, cada qual conforme as obras que fez, ou seja, cada qual conforme o espaço que abriu para Deus em si mesmo. Quanto maior o espaço, mais repleto de amor estará e, portanto, maior será o grau de glória no Céu.

Isso é um reflexo claro da Ordem Celeste já existente entre os anjos, como nos ensina a Santa Tradição da Igreja, todos são seres inefáveis; no entanto, cada um com uma função e nível de aproximação de Deus distintos. Assim também existem santos chamados “seráficos” (abrasados), como São Francisco e São Vicente Ferrer.

 

(Ana Paula Bastos)