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Redação da Aleteia

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Não seja um homem-formiga

Mark Hubskyi | Shutterstock
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Às vezes fazemos como o homem-formiga e nos diminuímos para caber em certas situações. Mas precisa ser assim mesmo?

Outro dia conversando com uma amiga, ela me disse algo que me fez pensar refletir. Fazendo uma analogia com o recente filme lançado pela Marvel ‘Homem-Formiga’ ela disse: “Às vezes fazemos como o homem-formiga, e nos diminuímos para caber em certas situações e em certas pessoas.”

Raquel me disse isso no meio de uma conversa, eu, doida das analogias que sou, pensei: é isso. Sim, eu sei que no filme esse é o super poder do homem-formiga, aumentar e diminuir seu tamanho para conseguir combater os vilões, mas não vamos tratar disso como um super poder aqui, e sim como algo que nós, seres sem super poderes, fazemos constantemente e que não deveríamos.

A gente se diminui para caber em situações que não comportam toda a nossa grandeza ao invés de buscarmos por outras situações que são confortáveis e nos permitem sermos nós mesmos, sem limitações.

Diminuímos nossos sentimentos quando estamos começando a nos relacionar com alguém e temos medo de demonstrar demais e assustar o outro. Quando não nos permitimos amar como gostaríamos porque alguém no passado nos feriu em nome do amor. 

Encolhemos nosso tamanho para ficar confortável para a outra pessoa nos receber. Não deveria ser exatamente o contrário? Não deveria a outra a pessoa crescer um bocado a mais ou encontrar uma forma de te proporcionar o espaço que você realmente merece?

E não digo só nas questões amorosas, nos diminuímos também nas amizades, no trabalho, na escolha da carreira, na proporção dos nossos sonhos.

Você se diminui quando diz sim e seu coração grita não. Se diminui quando permite que um amigo te faça mal em nome do afeto que sabe que você sente por ele. Se diminui quando deixa de lado seus sonhos para viver os sonhos dos seus pais.

Se diminui quando não consegue aceitar um elogio porque se julga não merecedor dele. Quando passa a rir mais baixinho porque disseram que a sua risada era muito escandalosa.

Se diminui quando cria uma guerra com o espelho. Se diminui quando não luta pelos seus ideais porque uma parcela de pessoas ao seu redor não acredita no mesmo que você.

A gente vai se encolhendo, se ajeitando, abaixando o tom da voz, não retrucando, não expondo os sentimentos, tudo por medo da reprovação, por medo de que a sua imensidão assuste.

Não seja um ‘homem-formiga’, não permita que todos ao redor ditem como você deve se portar, sonhar ou sentir.

É claro que às vezes é importante ser altruísta e se colocar em segundo plano para estar com alguém que amamos, mas existe uma diferença entre fazer isso para apoiar o outro e fazer isso porque o outro não te aceita como você é. É um preço caro demais a se pagar.

E se você continuar se encolhendo para caber nas pessoas, chegará um momento em que nem você vai se reconhecer mais. Você merece ser toda essa imensidão. Receber um espaço confortável, seja em sua casa, em seu círculo de amizades, no trabalho ou em seus relacionamentos.

Talvez isso te custe deixar algumas pessoas seguirem o caminho sem você, e se isso acontecer, lembre-se: só permaneça em lugares e em corações onde você possa ser e crescer como deseja. E como merece.

 

(via Prosa e Poesia)