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Aprofundamento sobre a Eucaristia

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Pontos importantes da Santa Missa como a matéria, a forma, a transubstanciação, o ministro e alguns outros pontos de fé

A matéria da Santa Missa é o pão só de trigo e o vinho natural de uva. Sobre o pão a Didaqué, compêndio doutrinário do século I, diz que assim como é ele formado a partir de muitos grãos de trigo semeados sobre as montanhas e uma vez recolhidos se tornam (um) pão, nós, de vários recantos da terra, formamos uma só Igreja (cf. n. 9.4). A respeito do vinho sempre se entendeu, na cultura mediterrânea, ser ele, junto do pão, expressão do trabalho e da cultura humana, alimento normal e, por isso também, símbolo da refeição sagrada. Desde longa data – São Cipriano de Cartago, falecido em 258, trata do tema em sua Epístola 33 –, se convencionou adicionar ao vinho algumas gotas de água. Elas simbolizam a natureza humana de Cristo unida à sua divindade e nos lembra, ainda, que, por meio das águas do Batismo, somos inseridos em Cristo.

A forma da Sagrada Eucaristia são as palavras de Jesus repetidas: “Isto é o meu corpo”, “Isto é o meu sangue”. Ocorre aqui a transubstanciação. Ela é “a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue. Esta conversão realiza-se na oração eucarística mediante a eficácia da palavra de Cristo e a ação do Espírito Santo. Todavia as características sensíveis do pão e do vinho, isto é as ‘espécies eucarísticas’, permanecem inalteradas” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 283).

Como tentar compreender melhor esse mistério da fé? – Bons teólogos ensinam, de modo simplificado, mas completo, que em todas as coisas há substância (com matéria e forma) e acidente. Ora, na transubstanciação, temos, em um ato singular e sobrenatural, a conversão de toda a substância do pão no corpo e de toda substância do vinho no sangue de Cristo, permanecendo apenas a espécie ou o acidente (cor, sabor, tamanho etc.). É mistério de fé, pois se vê uma coisa (pão e vinho), e se tem outra (o corpo e o sangue de Cristo).

Daí ensinar Santo Agostinho de Hipona († 430): “O que vedes, caríssimos, na mesa do Senhor, é pão e vinho; mas esse pão e esse vinho, acrescentando-se-lhes a palavra, tornam-se corpo e sangue de Cristo… Tira a palavra, e tens pão e vinho; acrescenta a palavra, e já tens outra coisa. E essa outra coisa que é? Corpo e Sangue de Cristo. Tira a palavra, e tens pão e vinho; acrescenta a palavra, e tens um sacramento. A isso tudo vós dizeis: ‘Amém’. Dizer ‘Amém’ é subscrever. ‘Amém’ em latim significa: ‘É verdade’” (Sermão 6,3).

Diz-nos o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 278, que o ministro da Eucaristia “é o sacerdote (Bispo ou presbítero), validamente ordenado, que age na Pessoa de Cristo Cabeça e em nome da Igreja”. Daí ser correto chamar quem não recebeu o segundo e o terceiro graus do sacramento da Ordem (Padre e Bispo), mas ajuda na distribuição da Eucaristia de “ministro extraordinário (o ordinário é o Bispo e o Padre) da Comunhão Eucarística”. Nunca “ministro da Eucaristia”.

Coloquemos, ainda, alguns pontos: 1) pelas palavras da Consagração, sob a espécie de pão, está (só) o corpo de Cristo e sob a espécie de vinho está (só) o sangue de Cristo. No entanto, pela união natural e sobrenatural de todas as partes essenciais, em cada espécie, está presente Cristo inteiro; 2) depois da divisão, Cristo está presente também em cada uma das partes de cada espécie; 3) o Senhor Jesus está presente na Eucaristia logo após a Consagração e aí fica enquanto as sagradas espécies não forem alteradas; 4) Como é Cristo mesmo – com seu corpo, sangue, alma e divindade – quem está na Eucaristia, o culto aí é de latria (adoração). Importa, pois, que visitemos muito o Santíssimo e rezemos diante do sacrário, sempre que pudermos, talvez diariamente, se possível, ajoelhado, em verdadeira e profunda adoração.

 

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