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Universidade brasileira oferece curso de “felicidade”

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Iniciativa visa melhorar a qualidade de vida dos estudantes e ensiná-los a driblar a depressão e a ansiedade

Quem foi que disse que felicidade não se ensina? Ou que felicidade não é assunto para ir parar nas salas de aula?

Preocupada com o bem-estar e a qualidade de vida dos alunos, a Universidade de Brasília (UnB) saiu na frente e é a primeira universidade pública brasileira a oferecer a matéria “Felicidade” na grade curricular da graduação. 

As aulas começam no segundo semestre letivo de 2018 e estão disponíveis para os alunos do campus onde estão concentradas as faculdades de Engenharia Aeroespacial, Automotiva, Eletrônica, de Energia e de Software.

“Os cursos têm uma carga teórica e prática muito pesadas, uma matéria assim aliviaria as rotinas, o estresse e até poderia melhorar o nosso desempenho nas disciplinas tradicionais”. É o que pensa Caio Franco, aluno de Engenharia Espacial. “Seria interessante uma abordagem que nos ajudasse a lidar melhor com a pressão de ter que passar de ano, tirar boa nota, se formar”, opina.

Com foco em autoconhecimento, afeto, cuidado, solidariedade, respeito às diferenças e diálogo, o objetivo é apresentar estratégias para ajudar os estudantes a lidar com fatores adversos do dia a dia. Inspirada em matérias de extremo sucesso ofertadas nas universidades norte-americanas de Harvard e Yale, a disciplina será baseada em encontros dialogados, atividades individuais e em grupo, leituras e construção coletiva de textos e outras vivências.

“Não é uma porta para a felicidade e não trará um modelo fechado para isso. A ideia é tentar entender como podemos ser felizes aqui no campus e o que fazer para evitar a infelicidade”, explica o professor Wander Pereira, responsável pelas aulas.

De acordo com o coordenador da disciplina, há muitos casos de ansiedade e depressão na universidade, pois os estudantes acabam não sabendo lidar com a pressão das provas, o conteúdo programático intenso e a carga horária puxada dos cursos – principalmente os de Engenharia. “A disciplina não tira a dificuldade que é cursar Engenharia, mas torna a experiência menos dolorosa”, explica o professor. 

Cerca de 70% das vagas abertas para a disciplina já foram preenchidas. 

Depressão na universidade

De acordo com o Jornal de Brasília, uma pesquisa feita pela própria UnB revelou como anda a saúde mental na universidade, que é considerada uma das melhores da América Latina. Cerca de 4 mil graduandos responderam aos questionários anonimamente. Metade deles revelou ter depressão ou ansiedade, enquanto 12% dos estudantes disseram que têm distúrbios alimentares. 

A pesquisa também quis saber quais estratégias são usadas pelos alunos para enfrentar a situação. 14,5% disseram que procuram ajuda na religião. Já o tratamento profissional apareceu em 11% das respostas.  

 

Com informações da Secom UnB e Jornal de Brasília