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Quantas pessoas já te acordaram para a vida?

Já teve a sensação de estar em um sonho bom e do nada o despertador tocar ou alguém te acordar? Péssimo jeito de começar o dia. Passei por isso há algum tempo, dentro do ônibus, indo de uma cidade para a outra.

Acordei cinco e meia da manhã, e tinha feito um milhão de coisas. Quando sentei na poltrona do ônibus, já estava me deliciando com a ideia de tirar um “cochilinho” de uma hora – que milagrosamente iria reequilibrar minha energia para encarar o restante do dia.

Estava tudo no esquema: guardei o celular, amarrei a alça da bolsa no meu braço, fiz um coque no topo da cabeça (sempre acho que alguém pode cortar meu cabelo, para vender, quando eu estiver cochilando em lugares públicos). Coloquei o plano em ação. Cinco minutos depois chega uma mensagem no celular, e depois outra, e depois outra.

Mas não me dei por vencida. Voltei a cochilar. Inesperadamente, e de forma mais incômoda possível, o cobrador do ônibus me deu vários cutucões no braço, na tentativa de me acordar.

Ele sem nenhuma sensibilidade pelo meu sono, me diz: “Preciso da sua passagem”. Muito contente, abri minha bolsa e peguei a carteira. Entreguei a passagem, e não consegui voltar a dormir de jeito nenhum.

Esse post é para você cobrador, por ter me acordado pra vida. De uma forma terrível, porque eu detesto cutucões. Mas eu te agradeço. Sério, de coração. Me dei conta naquela hora, que às vezes coisas nos fazem sair dos sonhos e acordar para a vida real.

Li uma vez que os “pés-na-bunda” que levamos, na verdade são empurrões. Hoje de tarde, comecei a pensar que os despertadores ou cutucões também nos empurram.

Empurram para a vida real, e não aquela que imaginamos. Empurram para aquele emprego que tem um ambiente de trabalho pesado, mas você é necessário lá. Empurram para fora de relacionamentos que estavam nos levando para trás. Empurram para o nosso interior.

Quero propor um brinde, uma salva de palmas, um buquê de flores para todos aqueles que já nos fizeram mal, que nos magoaram, que tiraram o nosso “chão”, mesmo que por poucos dias ou instantes. A todos aqueles que nos acordaram para a vida, e de uma forma ou de outra, nos ajudaram a ver que é de olhos e coração aberto que precisamos viver.

(via Solta a pipa)

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