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Como as escolas católicas podem usar as redes sociais?

Syda Productions | Shutterstock
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8 dicas para instituições educacionais

Hasta el infinito y más allá (Ao infinito e além): este é o nome de uma publicação que as Escolas Católicas da Espanha criaram como um manual de comunicação para instituições educacionais.

O objetivo do guia é deixar claro, como dizem na introdução, que “tudo está na internet e as instituições educacionais não devem ser uma exceção”.

Consequentemente, com o objetivo de ajudar as escolas a ter uma presença adequada e ativa on-line, o guia propõe métodos e fornece informações e passos para as escolas seguirem e para que possam usar a internet da melhor forma, seguindo os princípios didáticos. Os autores resumem seus conselhos em oito dicas para que as escolas católicas usem corretamente as redes sociais:

  1. Comece com um estudo inicial para ver o que as pessoas dizem sobre a escola na internet

Em primeiro lugar, você deve analisar o status atual da presença on-line da instituição. Isso envolve a pesquisa do que as pessoas dizem, quais informações e onde estão disponíveis, e ouvir ativamente o que os alunos, pais, professores, e os membros da APM (Associação de Pais e Mestres) que estão mais presentes na mídia digital dizem sobre a escola.

  1. Prepare uma estratégia de comunicação

Com base no diagnóstico obtido da escuta ativa, determine como a escola quer ser percebida e como isso difere da situação atual. Este é o ponto de partida para então estabelecer objetivos, de acordo com o plano de comunicação da instituição, e criar uma estratégia para atingir esses objetivos. Os diretores e funcionários da escola devem se sentir à vontade com a política de comunicação. “Você precisa estar calmo, respeitar seu ritmo e horários habituais, e se comunicar logicamente, sem pressa e sem interrupções. Você deve ter uma estratégia simples, mas eficiente, que o aproxima de seu público e que lhes dê informações suficientes,   relevantes e interessantes; nem demais, nem muito agressivo”, explica o manual.

  1. Nomeie alguém para se encarregar das redes sociais

Esta pessoa será encarregada de construir e gerenciar uma comunidade on-line criada em torno da instituição. Essa pessoa, também chamada de “gerente de comunidade”, deve estar fortemente comprometida com a instituição; ter boa comunicação com o conselho de administração; ser muito paciente, equilibrada e calma; e deve conhecer a escola muito bem. Se houver uma equipe trabalhando nessa área e não apenas um indivíduo, é importante que seu trabalho seja bem coordenado.

  1. Decidir sobre o conteúdo e elaborar um calendário de publicações

Selecione seu conteúdo com base nas atividades internas da escola que possam ser de interesse, bem como conteúdo externo relevante, mas também suficientemente diferente do seu conteúdo original.

  1. Criar ou renovar o site

O site deve ser gerenciado por profissionais e deve ser consistente com os objetivos da instituição; o site é uma maneira de apresentar a instituição aos usuários que provavelmente ainda não estão familiarizados com isso. O nome do site deve ser o mesmo ou muito parecido com o nome da instituição, para que os usuários da web que o buscam possam identificá-lo rapidamente. O nome que você usa pode favorecer o posicionamento do site nos motores de busca e também deve ser otimizado para redes sociais. O site deve conter todas as informações básicas para que as pessoas possam aprender sobre a escola e localizá-la facilmente.

  1. Consulte os principais princípios de presença nas redes sociais

De acordo com o manual, estes são os principais princípios:

  1. – Escolher bem o nome.
  2. – Manter os perfis escolares abertos ao público.
  3. – Selecionar a imagem do perfil e a foto de capa com cuidado.
  4. – Publicar conteúdo original de qualidade.
  5. – Incluir fotografias em suas publicações.
  6. – Manter um tom positivo e familiar nas suas mensagens.
  7. – Planejar e agendar suas publicações.
  8. – Incentivar o debate e o compartilhamento de conteúdo.
  9. – Ser paciente, porque os resultados irão crescer lentamente.
  10. – Criar cooperação entre todas as contas da instituição para obter seguidores e visitas a todo o seu conteúdo.
  1. Comece com o Facebook e o Twitter

Essas duas redes são recomendadas como os principais lugares para começar a ter uma presença on-line além do próprio site. O Facebook é a ferramenta mais rápida para interagir com os usuários. O Twitter é um canal para compartilhar informações e uma “ótima ferramenta para direcionar o tráfego para o seu site”. Existem técnicas específicas a seguir em cada rede para atingir os objetivos da sua instituição, explicados no manual; muitos guias também estão disponíveis on-line.

  1. Aumente a sua presença em outras redes de acordo com os objetivos específicos da sua instituição

Além do Facebook e do Twitter, o manual explica a melhor maneira de usar outras redes sociais nas quais recomenda que as instituições tenham uma certa presença. YouTube, WhatsApp, Instagram, Snapchat, Flickr, Pinterest e Linkedin são as mais importantes. O manual também recomenda o uso de ferramentas on-line dentro da organização, como Slideshare, Issuu e Spotify.

Os autores relembram aos leitores que às vezes ir ao infinito e além tem seus riscos. Consequentemente, as instituições devem “aceitar que haverá um segmento do público que não concordará com você; como na vida real, você não pode agradar a todos”. Por esse motivo, o manual especifica como evitar uma crise de comunicação na internet que poderia fazer a instituição perder prestígio.

Por exemplo, os administradores das redes sociais da escola devem estar constantemente atentos ao que está sendo dito sobre a escola e as reações ao conteúdo que está sendo publicado, de modo a detectar possíveis crises no início e reagir em tempo hábil. Quando surgem problemas, eles devem ser manuseados com calma e com distância emocional, e qualquer reação deve estar de acordo com os padrões e a identidade da escola. Também é importante lembrar que, tão rapidamente quanto um problema pode surgir na internet, também pode desaparecer, pois a atenção da comunidade da internet é, muitas vezes, inconstante e facilmente distraída. A instituição deve mostrar preocupação e ouvir críticas, mas a situação deve ser mantida em perspectiva. Além desses princípios gerais, o manual fornece métodos mais detalhados e passo a passo para lidar com situações de crise na internet.

Essas ideias do manual mostram que as redes sociais podem se tornar aliadas das escolas católicas. Após a seção de conselhos, inclui alguns testemunhos. Para citar apenas um deles: “Ainda há muitas dúvidas e medos, muitas perguntas e a má experiência ocasional de onde podemos aprender, mas escola por escola, estamos entrando na internet. Ela nos une, nos nutre, nós compartilhamos e somos capazes de moldar uma mensagem; uma mensagem que precisa ser ouvida nas redes sociais. Uma mensagem baseada em nossa identidade, uma mensagem que educa, que difunde a palavra sobre nosso projeto, que evangeliza, atingindo todos os cantos do mundo”, diz Mar Martin, diretor de pedagogia da equipe de diretores da Companhia de Maria na Espanha.