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Governo de Bangladesh pede a estudantes que interrompam protestos

AFP PHOTO/MUNIR UZ ZAMAN

Trabajadores se manifiestan en Dakar en protesta por las condiciones laborales

Agências de Notícias - publicado em 05/08/18

A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, pediu neste domingo aos estudantes que protestam pelo oitavo dia consecutivo que voltem para suas casas e interrompam as manifestações contra a insegurança nas estradas, que provocaram confrontos com a polícia.

Nos últimos dias, milhares de estudantes bloquearam parte da capital Dacca para exigir mais segurança nas estradas, após as morte de dois jovens atropelados por um ônibus em alta velocidade.

As manifestações cresceram rapidamente e no sábado as autoridades cortaram a internet nos telefones celulares em diversas regiões, de acordo com a imprensa, para tentar conter a mobilização.

No sábado, quase 100 estudantes ficaram feridos em confrontos com polícia, que usou balas de borracha contra os manifestantes.

Um veículo que transportava a embaixadora dos Estados Unidos, Marcia Bernicat, também foi atacado por “homens armados”, mas a diplomata saiu ilesa.

A violência continuou no domingo e a polícia usou gás lacrimogêneo contra a multidão que caminhava até a sede do partido que governa o país, a Awami League.

A primeira-ministra advertiu contra “terceiras partes” que poderia sabotar as manifestações e colocar em perigo os participantes.

“É por isto que peço a todos os pais que mantenham seus filhos em casa”, afirmou Sheikh Hasina.

Também pediu aos professores que façam o possível para que os alunos “voltem para as salas de aula”.

No sábado, estudantes foram hospitalizados após ataques de grupos pró-governo, segundo testemunhas.

Os serviços de internet 3G e 4G foram cortados durante 24 horas a partir de sábado à noite, informou o jornal Prothom Alo.

As redes sociais estavam repletas de mensagens de usuários que confirmavam a impossibilidade de conectar a internet com os smartphones.

O diretor da Comissão de Regulamentação de Telecomunicações de Bangladesh (BTRC) afirmou à AFP que foi informado sobre uma decisão neste sentido por parte do governo, mas não explicou qual foi exatamente a exigência governamental.

“A BTRC reduziu a velocidade de funcionamento da internet”, afirmou uma fonte do setor de telecomunicações que pediu anonimato.

A decisão pretende limitar a capacidade de mobilização dos estudantes e também reduzir as críticas nas redes sociais sobre a maneira como o governo está administrando as manifestações.

Testemunhas citaram a presença de milícias pró-governo nos confrontos de sábado. A polícia e fontes do governo negaram ataques aos manifestantes.

O setor de transporte público em Bangladesh é considerado corrupto, não regulamentado e perigoso. As mortes dos dois jovens atropelados por um ônibus provocaram grande indignação contra os governantes.

O governo de Sheikh Hasina, no poder de 2009, enfrenta protestos há vários meses.

(AFP)

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