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Eucaristia: sacrifício (II)

PIEŚNI NA ŚLUBIE
Josh Applegate/Unsplash | CC0
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A Missa renova e repete a última ceia de Cristo

Neste artigo, que tem ligação muito íntima com o anterior, continuo a tratar da Eucaristia como sacrifício à luz do teólogo beneditino Dom Estêvão Bettencourt, no seu Curso sobre os sacramentos, p. 95-96, e na revista Pergunte e Responderemos n. 6, junho/1958, p. 226-229.

“Não seria plausível replicar que Jesus apresentava ‘seu corpo e seu sangue imolados’, na quinta-feira santa, como símbolos vazios de conteúdo e meramente figurativos daquilo que devia acontecer na sexta-feira santa. Não, as palavras do Senhor são simples e claras; Jesus não teria empregado termos ambíguos e metafóricos em circunstâncias tão solenes, acarretando insolúvel confusão na mente dos discípulos. Por conseguinte, podemos repeti-lo, sobre a mesa (que se transformava em altar) Jesus se colocava em estado de Vítima, realizando uma ação sacrifical. Quem ainda concebesse dúvidas sobre o sentido do texto evangélico, poderia resolvê-las considerando a praxe e o ensinamento das gerações cristãs, que, desde os inícios da Igreja, tomaram as palavras de Cristo no seu significado próprio e natural.”

“Leve-se agora em conta que Cristo mandou aos Apóstolos reiterarem o rito da última ceia, última ceia à qual Jesus atribuía o significado acima exposto; cf. Lc 22,19; 1Cor 11,24. Desta ordem concluíram os Apóstolos e as gerações subsequentes que, todas as vezes que renovavam a ceia do Senhor (também chamada Eucaristia), realizavam a oblação de uma Vítima (Cristo) ou de um sacrifício. Este, porém, não podia (nem pode) ser a repetição do sacrifício da Cruz, pois Jesus se imolou uma vez por todas, conforme a epístola aos Hebreus. A ceia, por conseguinte, não poderá ser senão o ato de ‘tornar presente’ (sem multiplicar) através dos tempos, e de maneira incruenta, o único sacrifício do Calvário oferecido cruentamente há vinte séculos. Concluir-se-á, portanto: a) na quinta-feira santa Jesus, perante os discípulos, tornou presente de modo real, mas incruento, o sacrifício que Ele no dia seguinte devia realizar cruentamente na Cruz; tornou-o antecipadamente presente; b) atualmente, em cada S. Missa Jesus torna presente de modo real, mas incruento, esse mesmo e único sacrifício que Ele já realizou cruentamente na cruz.”

“Justamente este ‘tornar presente’ a todos os tempos, sem implicar repetição nem multiplicação, constitui o ‘mistério da fé’, título dado por excelência à S. Eucaristia. Brevemente, o Concílio de Trento (1545-1563) define as relações do rito eucarístico com o sacrifício da cruz nos seguintes termos: “Há (em ambos) uma só e mesma Hóstia, um mesmo Sacerdote que se oferece agora pelo ministério dos presbíteros depois de se ter oferecido Ele mesmo outrora sobre a cruz; apenas a maneira de oferecer é diferente” (Sessão 22, c. 2).”

“Em consequência, vê-se que imprópria é a expressão: ‘A Missa renova o sacrifício da Cruz’. Prefira-se- a seguinte terminologia: A Missa torna presente sobre os altares, (sem o multiplicar) o único sacrifício da Cruz. A Missa, porém, renova e repete a última ceia de Cristo.”

“Quanto ao ministério dos presbíteros, de que o Senhor agora se serve para oferecer o seu sacrifício, não implica multiplicação do sacerdócio. Cristo fica sendo o único Sacerdote, que santifica os fiéis por meio dos presbíteros, seus instrumentos; nenhum destes se coloca ao lado de Cristo; ao contrário, é mediante especial incorporação a Cristo que cada presbítero se torna participante das atribuições do único Sacerdote.”

“A razão pela qual o Senhor instituiu o rito da Missa é que Ele queria que seus membros se unissem à Cabeça (participando das qualidades de Cristo, Sacerdote e Hóstia), na oblação do sacrifício de nossa Redenção.”

Assim, concluo a exposição do monge teólogo sobre a Eucaristia como sacrifício que, hoje, sacerdote e leigos, oferecemos – cada um a seu modo – ao Pai.

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