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Por que devemos parar de dizer “tenha cuidado” para os nossos filhos

Child in Tree
Shutterstock
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Aqui está o porquê dessa frase comum minar o sucesso de uma criança...

Seja a preocupação se a criança irá se machucar, ou apenas se ela está prestes a fazer uma bagunça ou quebrar um prato, nós, pais, muito frequentemente dizemos “tenha cuidado!”. Não que não tenhamos o dever de manter nossos filhos seguros, nem o direito de pedir que eles não deixem cair nossa louça, mas a frase em si é inútil – na melhor das hipóteses.

Petra Eperjesi, da Child and Nature Alliance of Canada, aponta como é inútil abusar dessa frase: “O que nós queremos dizer quando dizemos: ‘Tenha cuidado!’? Isso pode significar: ‘Não tenho certeza do que tem lá, espere eu olhar mais de perto com você’, ou pode significar ‘vá com calma e olhe aonde você está colocando os pés’… Sem os detalhes específicos, pode ser sem sentido”.

Eperjesi oferece uma lista de alternativas. Realmente queremos dizer “vá com calma”, ou “tenha certeza de ter espaço suficiente” ou “preste atenção”? Porque mesmo quando a criança está fazendo algo perigoso, “Tenha cuidado” é muito vago. Tudo o que consegue transmitir é o fato de que estamos preocupados com a criança, e que ela está fazendo algo errado.

E este é o outro problema. Usar em excesso uma frase inútil realmente mina o fundamento da confiança que deve existir entre pai e filho. Mas, obviamente, a confiança não deve ser indiscriminada, e deve ser conquistada. Em última análise, cada relacionamento precisa de um elemento de confiança. Se meu marido ou um amigo não confiar em mim para fazer o que eles sabem que eu sou capaz de fazer, eu considero que não sou respeitada. As crianças precisam desse respeito tanto quanto os adultos.

Mesmo para uma criança, há atividades que elas são capazes de fazer de forma independente, mesmo que apenas misturar a massa de bolo para a mãe. Quando há muito “tenha cuidado!”, a mensagem é clara – os pais estão essencialmente dizendo: “Eu não confio em você para fazer a tarefa corretamente”. E talvez elas não possam fazer a tarefa corretamente! Nesse caso, elas não deveriam estar fazendo isso. Ou talvez elas apenas precisem de alguns lembretes. Então, dizer “tenha cuidado” não é útil; as crianças só precisam ouvir como elas podem melhorar.

A especificidade não lembra apenas à criança como enfrentar um desafio adequadamente, embora isso seja essencial. Quando um pai/mãe está disposto a ser mais específico em suas instruções, ele também constrói uma base de respeito entre pai e filho, com base na confiança que é construída entre os dois. Quando substituímos “Tenha cuidado” por “Lembre-se de usar o corrimão”, a criança não só aprende, mas ela também ouve a atitude mais importante: “Eu sei que você consegue, mesmo que você precise de algum lembrete”.

Não é preciso muito, mas é uma das muitas pequenas coisas que podemos fazer para ajudar nossos filhos a desenvolver uma sensação saudável de autoconfiança.