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Cynthia Dermody / Redação da Aleteia
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Em busca do corpo ideal

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Wavebreakmedia - Shutterstock
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Não há nada de errado em querer ter uma "boa aparência"; apenas certifique-se de que seja a sua própria versão de "boa aparência", não a de outra pessoa

Batata doce, peito de frango, ovos, cresce frango, esmaga que cresce, “go hard or go home”, “no pain no gain”, “crossfit”, “burpee” e eu ainda não entendi pra que tudo isso…

Hoje, precisei ficar em jejum para fazer os exames de sangue que me foram solicitados e já quase matei um de tanto mau humor, de fome, de falta de carboidratos.

Fiquei pensando numa vida na ausência de uma coxinha, de uma macarronada, de torta, pastel, ah sei lá…

Você fica “sarada”, mas chata? Deliciosa, mas antissocial? Não enfia o pé na jaca nunca, não come qualquer coisa, fica contando calorias, levando marmita… não me imagino vivendo assim. Parabéns (ou não) para você que consegue.

Longe de mim criticar o estilo de vida de alguém! Se te faz feliz, se joga mesmo!
Mas será que te faz feliz? O que há por trás dessa necessidade toda? Será só saúde mesmo?… Tomara que sim…

Eu acho a vida curta, a comida boa, o tempo com meus filhos sagrado, a diversão necessária.

Já sou chata comendo açúcares e carboidratos, imagina sem isso?!?! Deus os livre!
Imagina você, saindo com a pessoa sarada, 0% de gordura corporal, mas aquele humor do cão, não quer beber, não quer comer nada, tem que dormir cedo porque amanhã tem treino… Onde vamos parar?

Penso que se fosse possível mostrar esse “ideal” para o povo do passado, lutando para comer, matando e morrendo para sobreviver, seríamos tomados por loucos (e o que somos?).

De forma alguma incentivo os maus hábitos, mas tudo, com equilíbrio. Acima de tudo, tudo que LHE faz bem e LHE deixa mais feliz.

Se você consegue ser feliz assim, manda ver; mas não cobre o mesmo de mim, por favor. Não tenho a menor intenção de virar musa fitness. Obrigada.

Se aos vinte anos eu não me pautava em atributos físicos como forma de autoafirmação, quem dirá aos quarenta!

Sempre achei – e continuo achando – que o cérebro é o que temos de melhor e mais lindo. Melhor exercitá-lo.

Uma alimentação que não garanta o aporte de todos os nutrientes necessários será ruim. Para mim, pessoalmente, isso resume uma má alimentação.

Tem que ter um pouco de tudo. Nem bacon todos os dias, nem bacon nunca. Não pode ser bacon às vezes?

Equilíbrio ainda é a melhor chave para tudo.

Compramos facilmente as ideias que nos são impingidas pela mídia e essa obsessão com o corpo é apenas mais uma delas.

Eternos modelos, deuses do Olimpo, pessoas que nunca envelhecem ou morrem, divindades sem defeitos estéticos, com pele e dentes perfeitos, rugas equivalendo à lepra, celulite e estrias quase doenças contagiosas, dignas de atestados médicos eternos para nunca mais serem vistas por aí. “Aberrações” não são aceitas.

Daí, temos um novo movimento chegando, graças a Deus, para nos salvar de toda essa indústria insana.

O movimento da aceitação corporal está longe de ser uma apologia aos maus hábitos e doenças. Ele trata apenas da aceitação de seu corpo, sem dramas.

Não há nada de errado em querer ter uma “boa aparência”; apenas certifique-se de que seja a sua própria versão de “boa aparência”, não a de outra pessoa que quer ganhar dinheiro às suas custas.

A moça tem canelas finas e fica se matando na academia para virar “panicat”; o outro tem estrutura miudinha e se mata com exercícios e bombas para “crescer” (inflar); a outra possui celulites e faz todos os tratamentos estéticos que vê pela frente, deixando de viajar para poder pagar os custos; o amigo já nem sorri mais porque tem os dentes tortinhos e amarelados e fica com vergonha deles; a mulher desistiu de saias porque suas canelas são grossas demais; conseguem perceber o tormento e a infelicidade que todo esse “ideal irreal” causa? Milhares de pessoas infelizes todos os dias porque não vêem a Gisele Bündchen ou o Ricky Martin refletidos no espelho.

Pessoas atormentadas pela indústria da beleza, que quer mais é que nos sintamos feias e fora de padrão para que possamos gastar com ela.

Imaginei agora um poodle chorando por não ser um rottweiller. Já pensou? É disso que estou falando. Não tem cabimento.

Tenho amigas lindíssimas que ficam se privando de tudo porque estão “gordas”. Meu Deus. Não façam isso consigo! Vocês são lindas!

Conheço gente magra feia, gente gorda linda, gente com cabelos lisos mal cuidados e crespos lindíssimos, olhos azuis tristes e olhos castanhos mágicos, sorrisos imperfeitos deliciosos e sorrisos perfeitos falsos, há de tudo.

Cuide-se, ame-se, alimente-se bem, divirta-se, viva, e pare de se torturar com tantas palavras negativas sobre si mesmo(a).

Destaque suas virtudes e que você seja tão feliz, tão querido(a), tão luz, que ninguém nem queira e nem consiga ver nada além disso.

Você é lindo(a).

Um beijo.
Clemance K.F.C. Garcia
Indaiatuba, 05 de março de 2018.

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