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Choque, tristeza, vergonha: a Igreja ante o relatório sobre abusos na Pensilvânia

abuso contra crianças
CC
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As reações dos bispos católicos desse Estado norte-americano refletem a dor e a indignação diante dos crimes de monstros de batina

A partir de texto do pe. Bernd Hagenkord, SI, para o Vatican News

“Profundo remorso”, “grande tristeza”, “abuso é desprezível e não tem lugar na Igreja”, “choque”, “vergonha”: os bispos católicos do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos responderam com palavras claras a um relatório sobre abuso sexual apresentado na última terça-feira pelo Ministério Público.

“É doloroso para quem lê, especialmente para os sobreviventes de abusos sexuais e suas famílias”, diz um comunicado da Diocese de Filadélfia. “Sentimos muito por sua dor e continuamos no caminho da cura”.

O bispo de Pittsburgh, Dom David Zubik, escreveu em uma declaração que em nenhum momento se deseja “diminuir a dor que surgiu”.

As investigações

Todas as oito dioceses da Pensilvânia responderam a um relatório elaborado pelo Grande Júri, oficialmente encarregado – segundo o direito processual dos Estados Unidos – de um procedimento não-público e com a ajuda da polícia, da investigação de possíveis comportamentos criminosos.

A investigação foi aberta pelo procurador geral do Estado. Seis das oito dioceses da Pensilvânia foram investigadas, enquanto outras duas já haviam sido objeto de investigações anteriores.

Em 70 anos, 1.000 vítimas e o adicional pecado criminoso do acobertamento

O júri levou dois anos para concluir o relatório de 900 páginas. Trata-se de abusos ocorridos no Estado da Pensilvânia e realizados por membros da Igreja Católica. O dossiê diz respeito aos últimos 70 anos e isso permitiu realizar uma investigação sistemática, mesmo que não tenham ocorrido novos casos. Foram encontradas 1.000 vítimas, mas estima-se que o número total seja maior.

O relatório é o mais completo já produzido por uma instituição governamental nos Estados Unidos em casos de abuso. Além dos nomes mencionados no dossiê, surge acima de tudo a acusação de que a Igreja tenha tido sua própria “encenação” para a cobertura dos casos.

Reações das dioceses

Diocese de Scranton

É preciso combater este crime “para garantir que nenhuma criança seja vítima de abusos e que nenhum culpado seja protegido”. Esta Diocese publica em seu site os nomes dos 70 culpados, sacerdotes e leigos, incluindo pessoas que não são mencionadas no relatório do Grande Júri.

Diocese de Erie

Cita 34 pessoas envolvidas e os lugares em que vivem, indicando também os nomes de 31 falecidos. Entre os 65 nomes há uma mulher e um bispo. Segundo o site da diocese, o prelado em questão não investigou denúncias de abusos em sua área de competência.

O bispo de Erie, Dom Lawrence Persico, escreveu diretamente às vítimas de abusos. Todas as dioceses, como o próprio relatório, destacam que nos últimos anos e décadas foram feitos grandes avanços em termos de transparência. Este é o caminho a seguir, de acordo com o teor dos pareceres.

Diocese de Harrisburg

“Continuaremos a fazer reparação pelos pecados do nosso passado e ofereceremos orações e apoio a todas as vítimas dessas ações”, disse o bispo de Harrisburg, Dom Ronald W. Gainer.

“Comprometemo-nos em prosseguir e intensificar as mudanças positivas para assegurar que tais atrocidades não voltem a ocorrer … Quero que as crianças, pais, paroquianos, estudantes, funcionários, clero e o público saibam que as nossas Igrejas e as escolas são seguras, não há nada que levemos mais a sério que a proteção daqueles que passam pelas nossas portas”.