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Os 10 passos da oração carmelitana

Teenagers praying
Philippe Lissac / Godong
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"Se todos os dias formos fiéis a este caminho de oração, em pouco tempo a nossa vida será transformada e comprometida"

O caminho do método da oração carmelitana é o mais simples de todos:

A oração é um íntimo diálogo de amor com Aquele que sabemos que nos ama” (Santa Teresa)

Um olhar lançado para o céu, um desabafo do coração” (Santa Teresinha)

Procurai lendo e encontrareis meditando; batei orando e abrir-se-vos-á contemplando” (São João da Cruz).

Os 10 passos da oração carmelitana

1- Uma “determinada determinação” de rezar

Decidir-se a rezar todos os dias, em todos os momentos; determinar um tempo para a oração diária, para “estar a sós com Aquele que sabemos que nos ama”. Não desistir.

2 – Preparação remota

Criar um ambiente externo de “silêncio e recolhimento” e um ambiente interior: “presença de Deus, atenção aos sinais dos tempos e dos lugares que nos falem de Deus”, para saber reconhecer Deus que nos visita.

3 – Preparação próxima

Um pouco antes da oração, desligar-nos de tudo o que pode nos perturbar, preocupar. Todo encontro que é amor se prepara com antecedência e se deixa tudo por ele. Saber dar espaço para que Deus bata à nossa porta. Ele quer entrar e estar conosco no nosso “castelo interior”.

4 – Presença de Deus

É o momento importante quando, invocando o Espírito Santo, nos dispomos a rezar. Reza-se rezando. É o Espírito Santo o mestre da nossa oração: deixe que Ele reze em você. Invocar o Senhor.

5 – Leitura meditativa

É sempre bom se ajudar, quando o coração está árido, com uma leitura: preferencialmente da Bíblia, mas pode ser de qualquer outro livro espiritual católico. Santa Teresa sempre levava um livro na sua oração. Ler “lenta-atenta-amorosamente” para saborear a palavra de Deus.

6 – Meditação

Refletir e aplicar à nossa vida a palavra lida. Um trabalho da mente muito importante. Deus nos fala e quer que nós compreendamos a Sua palavra de amor. É sempre importante escolher um tema para meditar. A improvisação em nenhuma coisa é boa.

7 – Diálogo afetivo ou amoroso

Coração da meditação carmelitana”: deixar expandir o coração, falar com Deus a partir da vida, do cotidiano, não ter pressa, não ter medo, dizer ao Senhor que nos ama tudo o que se passa em nosso coração. É o face a face. É o deixar-se amar por Ele.

8 – Compromisso

Todo encontro oracional deve ser confirmado, consagrado num compromisso concreto, viável, que fecunde a nossa vida e nos torne sinais verdadeiros da presença de Deus. Evitar compromisso teórico e barato. O que hoje quero fazer a partir da minha meditação?

9 – Agradecimento

Depois de todo encontro de amor, de amizade, sentimos a necessidade de agradecer. Podemos agradecer com o coração, com as nossas palavras ou com textos que nos façam bem: “Magnificat, Pai-nosso…”.

10 – Volta ao trabalho

De coração novo, com empenho e compromisso. Depois da oração não estamos mais sozinhos. Deus vai conosco, as três Pessoas da Trindade trabalham conosco. É vida nova, é paz, compromisso, amor concreto.

Se todos os dias formos fiéis a este caminho de oração, em pouco tempo a nossa vida será transformada e comprometida.

Na realidade, a oração é um descanso, um repouso. É aproximar-se com toda a simplicidade daquele que se ama. É permanecer junto a Ele como um filhinho nos braços de sua mãe, num abandono do coração” (Beata Elizabete da Trindade).

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A partir de texto do frei Patrício Sciadini, ocd – Centro Teresiano de Espiritualidade, via Franciscanos.org