Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Receba o nosso boletim

Aleteia

Por que seu filho adolescente precisa de você tanto quanto seu bebê

HELP
Shutterstock
Compartilhar

Os sistemas de opiniões, emoções e atitudes do seu filho são tão importantes quanto qualquer outra parte de sua personalidade

Os adolescentes são um desafio, sem dúvida. Seu filho já não é um garotinho. E sua pequena menina está se tornando uma mulher. Então, é hora de se adaptar aos comportamentos, crenças e valores que irão consolidar sua identidade como adulto.

Às vezes, esses comportamentos podem ultrapassar limites, uma vez que estão passando por uma “crise de valores”. Mas não entre em pânico: esta é uma situação normal e necessária para seu desenvolvimento. Eles precisam crescer e amadurecer para se tornar adultos.

Para ajudá-los a moldar sua personalidade, aumentar a autoestima e tornarem-se adultos respeitosos e tolerantes, com um sentimento de solidariedade, os adolescentes precisam de compreensão e sensibilidade dos adultos que os cercam neste momento-chave de suas vidas.

Educar a inteligência emocional dos nossos filhos é extremamente importante. Precisamos ajudá-los a desenvolver a afetividade – aspectos de sua personalidade que incluem sistemas de opiniões, emoções e atitudes. Todos terão uma influência direta sobre seu desenvolvimento humano, intelectual, acadêmico, social e religioso.

Aqui estão algumas dicas básicas:

  1. Conheça seu adolescente

Precisamos conhecer nossos adolescentes e aceitá-los como são. Use suas contradições e capacidades para ensiná-los, começando pelo respeito pela sua singularidade pessoal.

Muitos adolescentes têm traços que podem parecer contraditórios (e isso não é anormal). Quando os adolescentes se reúnem em grupos de discussão para um estudo psicológico, eles se veem como competitivos, irresponsáveis, consumistas, desmotivados, amantes da gratificação instantânea, e ainda marcados por um sentimento de solidariedade, com fortes vínculos de amizade e um sentimento de camaradagem.

A psicologia também mostra que os adolescentes estão interessados ​​em eventos diários e em qualquer coisa imediata e útil para sua própria vida. Eles querem viver a vida agora, porque estão em busca de emoções; mas quando enfrentam o desafio de construir seu próprio futuro, eles também têm aspirações e grandes expectativas: querem encontrar amor, formar uma família, ter um bom trabalho, obter status social e econômico, e assim por diante.

Por outro lado, um aspecto transcendente para sua maturidade é que, durante esse estágio, eles começam a exercer sua liberdade, tornando-se mais independentes na forma como se vestem, os amigos que eles escolhem e as atividades que eles fazem.

  1. Ofereça-lhes segurança emocional

Os jovens que enfrentam um futuro incerto precisam se sentir seguros, porque muitos deles têm medo de cometer um erro em suas decisões.

Os adolescentes são especialmente sensíveis, então nós, como adultos, precisamos dar-lhes um conjunto de emoções estável, sereno e equilibrado. Isso traz muitos benefícios e pode ajudá-los a desenvolver uma personalidade madura.

É importante que os pais saibam que seu papel é fundamental para que seus filhos possam desenvolver esse equilíbrio, pois são eles que ensinam a canalizar suas tensões e lidar com conflitos. Quando eles têm que escolher como atuar em uma determinada situação, os pais podem ajudá-los a analisar as possíveis consequências de seu comportamento.

Também é muito bom oferecer-lhes, em casa, as condições físicas corretas para que eles possam refletir em paz e descobrir seu próprio interior.

  1. Distinguir os sentimentos das emoções

Os pais têm que saber a diferença entre esses dois aspectos do mundo emocional dos seus filhos para ajudá-los em sua educação e desenvolvimento.

Sentimentos são modos sociais influenciados pelo ambiente: estilos de vida, normas, costumes, hábitos… As emoções são mudanças de humor individuais que surgem da maneira como um indivíduo entende e reage a uma dada situação ou evento.

Para ajudá-los, deixe uma porta aberta para comunicação. Dê seu tempo e interesse a eles. Então você poderá entender o que está acontecendo, sem ter que aceitar tudo de forma indiscriminada.

  1. Seja um modelo positivo

A forma como os pais se comportam é um pilar importante.

Os pais influenciam seus filhos durante toda a infância, adolescência e juventude. Eles são os modelos que as crianças seguirão. Então, os pais devem muitas vezes ir contra a corrente e não se deixarem arrastar pelo que todos estão fazendo, ou por tudo o que está acontecendo no momento.

  1. Ensine-os a dizer “não”

Há muitas ocasiões em que será importante dizer “não” ao seu filho. Nós temos que ensinar nossos adolescentes a desistir não só de prazeres ilícitos, mas também de prazeres lícitos de curto prazo que podem ser prejudiciais no futuro próximo.

Dizer “não” e ensinar seu filho adolescente a dizer “não” irá ajudá-lo a distinguir o que é permitido e o que é mais conveniente em cada momento. Isso requer esforço, muito esforço por parte dos pais. Claro, a opção confortável é apenas dizer “sim” ao que quer que as crianças desejem, mesmo que saibamos que não é bom para elas de um ponto de vista moral, psicológico ou social.

A educação afetiva não consiste apenas em ceder a todos os caprichos supérfluos e injustificados, nem se trata de ser muito duro e severo. Tanto os pais autoritários quanto os tolerantes demais prejudicam as crianças. A verdadeira paternidade envolve oferecer-lhes equilíbrio e limites razoáveis.

Criar filhos é uma missão bonita, mas não é fácil ou confortável, pois significa amar e doar-se dia a dia aos amados – neste caso, a criança e o adolescente –, e também é necessário esforço e renúncia da nossa parte.

Artigo escrito em colaboração com Javier Fiz Pérez, psicólogo e professor de psicologia da Universidade Europeia de Roma, delegado para o Desenvolvimento Científico Internacional e chefe da Área de Desenvolvimento Científico do Instituto Europeu de Psicologia Positiva (IEPP).