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Espanha anuncia recursos da UE para ajudar em crise migratória venezuelana

VENEZUELANS
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O chefe de governo espanhol destacou o "compromisso humanista" do governo colombiano

A UE vai aportar 35 milhões de euros a América Latina para enfrentar a crise migratória venezuelana, disse nesta quinta-feira (30) o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, após propor à região uma “distribuição de cotas” de migrantes.

Ao fim de uma visita a Bogotá, no âmbito de sua primeira viagem à região, o dirigente socialista reconheceu o problema que representa para o “conjunto da América Latina” o “êxodo maciço” de pessoas que fogem da crise na Venezuela, apesar de o chavismo rejeitar que se trate de uma crise migratória.

“Hoje precisamente em Bruxelas foi acordado que vão ser 35 milhões de euros que a União Europeia (UE) coloca à disposição da América Latina para enfrentar” esta conjuntura, afirmou Sánchez durante coletiva de imprensa conjunta com o presidente colombiano, Iván Duque.

O chefe de governo espanhol destacou o “compromisso humanista” do governo colombiano perante o drama de centenas de milhares de venezuelanos que cruzaram a fronteira em busca de comida, remédios e produtos básicos que faltam em seu país, e defendeu “uma resposta multilateral” ao maior fluxo migratório registrado no continente em tempos de paz.

Embora não o tenha mencionado durante a coletiva, Sánchez havia proposto anteriormente que os governos latino-americanos adotem um sistema de “distribuição de cotas” para atender os venezuelanos.

De acordo com as Nações Unidas, 2,3 milhões de pessoas (7,5% da população venezuelana, de 30,6 milhões) moram no exterior, das quais 1,6 milhão partiu desde 2015, quando se aprofundaram as dificuldades no país com as maiores reservas de petróleo no mundo.

A maioria fugiu para Colômbia, Equador, Peru, Brasil, Chile e Argentina devido à falta de alimentos e medicamentos na Venezuela, uma hiperinflação que o Fundo Monetário Internacional projeta em 1.000.000% para 2018 e salários equivalentes a 30 dólares.

“Se concebemos a América Latina como uma comunidade solidária, é evidente que a distribuição de cotas poderia ser uma boa solução”, declarou Sánchez em entrevista à Blu Radio.

No entanto, Sánchez se distanciou das posições mais radicais sobre o trato com o governo de Nicolás Maduro e insistiu em um “diálogo” frente à situação política e econômica que conduziu a esta fuga em massa.

(AFP)